Tudo a ver...
Esta noite é Halloween. Depois de amanhã há eleições nos EUA. Será impressão minha ou haverá aqui qualquer coincidência indecente?
tertúlia oficial do conjunto azorrague músico-poético The Galarzas (remasterizado)
Esta noite é Halloween. Depois de amanhã há eleições nos EUA. Será impressão minha ou haverá aqui qualquer coincidência indecente?
AS CASAS VIERAM DE NOITE
No meu tempo não haviam sacos de plástico, ou melhor; haviam poucos. O supermercado sentia-se satisfeito por ser super e nunca pensava em altas cavalarias: em ser hiper. Isso eram coisas que o supermercado não queria saber.
...não ter visto His Master's Voice a tentar fugir dos jornalistas no Parlamento através duma porta fechada.
O Jay Leno confirmou-nos o que NME já tinha ameaçado:
Findou o primeiro round do wrestling à moda europeia.
É coisa que nos caiu na caixa do correio. Claro que não nos apercebemos que isto é SPAM feito à maneira. Pois hoje nenhum de nós vai comer queijo, por isso dona Coisa (é o nome fictício da senhora que nos impingiu esta trampa), coma-o você mesma.
Finalmente, Durão Barroso e Santana Lopes conseguiram o que mais desejavam: colocaram Portugal nas bocas do mundo. Ou pelo menos, nas de uma Europa preocupada (com o Caso Buttiglione da Comissão Barroso e com o Caso Marcelo e a Censura da Comichão Santana).
Uma fracção da família Galarza viu hoje o documentário Balseros, no Ministério da Cult...perdão, na Culturgest. Humano, intenso, muito bem filmado e recheado de gente que vai perdurar na memória.


É só um par de elos para uns sítios que se calhar fazem falta aos electro-leitores de toda a Galárzia.
Companhia dos lobos
Já se esquecera do nome, de tanto olhar para o espelho. Para si, assim como para os muitos clientes que o consultavam na ânsia de obterem um fato de bom corte, era apenas «O Alfaiate». E, de facto, os fatos eram de bom corte, na aparência tudo funcionava. Esquecera-se apenas de um pequeno pormenor: os fatos eram confeccionados num pequeno país do Extremo Oriente e as etiquetas arrancadas e substituídas pela sua marca. Da mesma forma, toda a alta sociedade da metrópole já se esquecera que «O Alfaiate» vivia num quarto dos fundos da pretensa oficina, assim como preferia ignorar as sucessivas conquistas femininas, os múltiplos casamentos que terminaram abruptamente e os filhos que foram sendo deixados pelo caminho. Hoje tudo lhe corria pelo melhor. O espelho não podia estar a mentir...
Devido às graves convulsões internas que têm afectado o meu bem-estar digestivo, convoco para a próxima reunião ordinária uma perquisição que clarifique as posições e que seja laxativa do modo interventivo deste azorrague que eu carrego em ombros e que se encontra sob a minha alçada ditatorial vitalícia.
Era um paúl à beira mar plantado que sobrevivia com umas couvitas e umas batatitas semeadas no quintal à porta de casa e numas quintazitas, que ficavam por entre a Estrada Nacional e a fábrica de pincéis. Este paúl, era o maior lodo do mundo, mas as pessoas de fora gostavam de cá vir passar férias e fazer uns negóciozinhos com os chefes indígenas, que eram uns porreiraços. Era uma fartura. Os senhores estrangeiros vinham às compras e, mesmo sem regatear, levavam sempre duas ou três peças pelo preço de uma.
Filigranas delgadas
Casa inacabada com baloiço na janela
Era só para agradecer ao gajo que pôs os espaços entre parágrafos na posta "Escrita em Dia (Reciclado)" o favor de com este arranjinho ter lixado a outra a seguir, que tinha o título "Aviso Posterior", que a partir de agora deixará obviamente de existir. R.I.P.
É da gente, ou a velocidade da net cá pelo País anda pelas bandas da amargura?
25 de Outubro
Portugal
Jorge Sampaio avisou ontem que o sistema democrático nunca é uma realidade totalmente adquirida. «É sempre preciso renovar a democracia», advertiu o Presidente da República.
(Reciclado)
Acariládum buxengo lanata
O miúdo aponta com invulgar alegria para o catálogo frágil da Chicco. Acaba de descobrir a fotografia de um amigo próximo, o Alfredo, que vive entre a terceira e a sétima grade da sua cama, corpo de felpo e algodão. O miúdo deve estar contente, já que lança vários suspiros de alegria. Que bom deve ser encontrar um amigo de catálogo.
24 de Outubro
Caro Quinto:

Este Galarza foi esta noite à bola, ver o dérbi da casa. E regressou amargurado. Como se não bastasse o facto da sua equipa ter perdido injustamente (é verdade que o Belenenses não jogou, mas o Sporting passou 75 minutos a jogar mal, a mandar bolas para as bancadas, a chutar para o ar e a passar a bola ao árbitro), ainda lhe calhou em sorte perceber como funciona o mealheiro de Alvalade.
O que é que os Oasis, a cantora Jessica Simpson, a actriz Hillary Duff, o falecido Christopher Reeve, o Star Trek, o Garfield, as vacas e o Natal têm em comum?
Desta vez, o Comandante Sénior Silva sabia bem ao que ia. Já não era a primeira vez que o veterano de tantas guerras e rebeldias dava de caras com episódios desta natureza. A primeira vez - ainda se lembrava como se tivesse sido ontem - foi a mais difícil. Era ainda um jovem júnior, quando um telefonema para a sede o obrigara a correr para o local do vil acto. Lá chegado, o vómito foi mais urgente que a sensação de dever por cumprir.
«Não há ninguém tão habilitado para lidar com alimárias como você, homem, até no estrangeiro o conhecem como O Inspector Bestial. A Nação precisa de si.»
22 de Outubro
O PM dizia esta semana que já via luz ao fundo do túnel. Agora, o túnel está fechado. O outro túnel nem sequer começa. De que túnel fala Santana?
«A comunicação social é e será com este Governo uma comunicação social cada vez mais livre.»
Afinal, esta noite, foram três Galarzas e uma Quinta ver o pequeno mas agradável recital dos Magnetic Fields à Aula Magna de Lisboa. Foi bonito. E o concerto também (eles até tocaram muitas músicas, novas e velhas, mas como são todas pequeninas, o concerto também foi pequenino - mas foi bonito, sim senhor). E a sanita quadrada com uma grade da casa de banho dos homens também era bonita...
...E vai Gomes, vai, tem Marcelo à frente, pica a bola, provoca a falta e aí está, Marcelo cai sozinho mas o árbitro diz que o professor fez carga e mostra o cartão amarelo. É livre para o Governo. Toca Sarmento, curto, para Gomes, que agarra a bola e segue, está já na comissão parlamentar, finta o arquitecto Saraiva, finta o Zé Público Fernandes, que faz de parede! Que muro, minhanossasenhora! É falta, a favor do Governo! Zé Público está a protestar e leva um cartão amarelo. Com este jogo o treinador Santana já conseguiu encostar a equipa dos Jornalistas à defesa. E é novamente Sarmento a cobrar, mais longo, para o coração da RTP, entra Gomes, pára no peito, toca para a desmarcação de Sarmento, está na pequena área, vai atirar contra o modelo público de televisão e... é mão de Arons de Carvalho, que estava a marcar, homem a homem, Mário Crespo. E é penalty! É mostrado o cartão com a nova lei de imprensa a Arons de Carvalho, que abandona o campo. É um sururu no estádio que não se consegue ouvir nada. Uma barulheira infernal, com o sindicato dos jornalistas e todas as primadonas das redacções a protestar contra Sampaio, mas o juiz da partida manda marcar...
Ao ler as gordas hoje caíu-me um coração e um rim aos pés:
Ministro da Presidência defende «limites à independência» da televisão e das rádios do Estado;
Pelo andar da carruagem, dá-me ideia que os velhotes da Soeiro Pereira Gomes ainda vão pedir ao Álvaro Cunhal que volte ao Partido... Digo eu.