Poema de: Idálio Juvino
Poema Parco
Meu tesouro único;
Minha luz que não me alumia;
juntemos esforços para
arranjar maneira de
nos não suportarmos
para a vida inteira.
Idálio Juvino, "Terrina Vertida", Editora Tomásia, Vale de Cavalos 2001
tertúlia oficial do conjunto azorrague músico-poético The Galarzas (remasterizado)
EURO MILHÕES
Caro e-leitor: esta posta está cheia de teoria quântica, pois tanto pode ser lida este ano como no ano passado como no ano que vem.
Celebra-se hoje o fim do mês de Dezembro e o começo de Janeiro. Dentro de algumas semanas teremos de celebrar o fim do mês de Janeiro e o princípio do mais pequeno mês com o mesmo fervor.
Este Galarza anuncia aos seus irmãos e ao Mundo em geral, que no ano que agora finda declara também encerradas as suas actividades (pelo menos até prova em contrário). Votos de renovadas (qualquer coisa...) e um 2005 cheio de (outra coisa qualquer...). Bem hajam, portanto!
(enquanto tu e eu tivermos lábios e vozes que
Agora que já os temos cá todos!
- Não votar no Dr. Pedro Santana Lopes a 20 de Fevereiro;
É oficial.
The Galarzas NÃO Descobrem a Pólvora
...os The Galarzas vão colocar aqui... UMA POSTA, cheia de letras e bonequinhos, com coisas giras e alguns disparates. Não perca!
alvenaria s.f. profissão ou arte de pedreiro; arte de construir em pedra e cal; associação de pedras que, ligadas por argamassa, formam uma construção (de alven(er)+-aria)
que eu não gosto - multidões; que não me incomodam - as orações dos outros; que eu aprecio e muito - as jovens moçoilas a caminho das orações do Taizé (algumas tão bonitinhas e simpáticas que dá vontade de acreditar em deus só para poder pecar); que eu abomino - os transportes públicos que são suprimidos por obra e graça de sabe-se lá quem e que transtornam os movimentos a tantos cidadãos que não têm outra forma de se fazerem transportar; que me metem nojo - um ser bípede de espécie indistinta que grunhia e gesticulava há bocado numa praça da cidade (estou a exagerar, os dejectos não gesticulam); que eu gostava de poder destruir - as buzinas nos automóveis de Lisboa, Vale do Tejo, Península de Setúbal e outros arredores; que eu gostaria de ver - os Piratas do Tietê no cinema; que me chateiam - as chefias e as perdas de tempo (ainda por cima muitas vezes são sinónimos); que eu gosto - cumprimentar os cães e os gatos na rua; que me são indiferentes - os melhores êxitos de; que me deleitam - o cheiro dos pêssegos quando ando pelos caminhos das aldeias; que eu não vou partilhar por enquanto...
Great Poet Style
garatujo, molécula, garrafão, protectorado, inconsciente, tartufo, arrufo, matéria, abocanhar, capataz, iluminado, crava, barro, testemunho, fantasma, caligrafia, moderno, pentagonal, vivente, cerveja, sedução, plantígrado, valorização, carrossel, abrutalhado, sumir, questão, vigor, xisto, gado, berros, atrasar, bafo, insciente, corporativo, medalhão, excessivo, enxada, furtivo, juízo, contradição, mictório, deferência, aproximação, conluio, sovela, brutamontes, hotel, gigante, usuário, metromínia, vagabundagem, vascular, chibata, rasante, paradigmático, neófito, turvo, assimétrico, gasolina, ulha, límpido, estranho, torpedeiro, fungicida, mastigam, lepidez, voluntária, honradinho, frutaria, zinco, grumo, ventríloquo, metadona, procriado, haver, justaposto, réculo, querido, atavio, sossego, invernia, domado, tortuoso, labirinto, jactância, penalizada, calvície, fogueira, marulhar, reposição, horroroso, trampolim, psicótico, xaile, ventura, milho, náutico, protegido, apolíneo, zigue-zague, poço, tomilho, saguão, frontaria, comité, gelosia, batimento, jargão, veneta, colorau, hipotenusa, vantagem, assertório, calmo, sorrelfa, lumbago, vítima, telúrico, fiel, regurgita, espantalho, tratado, paralelo, humilde, sentinela, comum, arrume-se.
Estou doente. Não é só a gripe, nem a constipação, nem a garganta inflamada, nem a dor física. Não é só o stress do trabalho, nem a falta de governo, nem a hipocrisia da temporada. Não é só o cabrão do maremoto, nem as imagens na TV. Não é só a merda do telefone que não me deixa sossegado, nem a pôrra do dia que nunca mais acaba. Não é só o colega que devia ter vindo e não veio, nem o trabalho dele que sobra para mim. Não é só o dia que é pequeno para as encomendas, nem os ouvidos que já não ouvem a diferença, nem as mãos que já não conseguem escrever direito. Não é só o «desculpa, hoje não posso, outra vez», nem o «não sei há quanto tempo não tenho um fim-de-semana decente». Não é só o fim-de-semana que nunca mais chega, nem o fim do mês que nunca mais chega, nem o ordenado ao fim do mês que, feitas as contas, não chega. Não... É o estar farto, é o cansaço, é a fatiga. É olhar para o lado e ver sempre o mesmo, sempre na mesma. É ter de encarar o dia seguinte sabendo que vai ser igual ao anterior. É ter de viver a sobreviver. É o «ter de», o «ter que»... É o querer estar doente e não poder.
Cáritas ajuda as vítimas do sudeste asiático
Depois da morte de 30 mil tipos no sudeste asiático, eis que a comunidade dos blogs, refastelada no seu sofazinho, com a mente tranquila porque já mandou, decerto, umas centenas de euros para ajudar os pobres malaios ou os desconchavados indonésios, se lançam a debater ou não a existência de deus nosso senhor por causa da onda.
O País - Austrália
Dores de Parto
Além do IVA, as prendas de Natal deviam pagar o IAA - Imposto sobre o Amor Acrescentado...
Quem não se recorda das truces e meias que, invariavelmente e ano após ano, nos eram oferecidas nesta época, por familiares dos quais nos esquecíamos no resto do ano. Pensava eu que, chegado à idade (cada vez mais) adulta, os dias de prendas deprimentes iam enfim terminar.
O sonho de Jesus Cristo era viver numa sociedade mais tolerante e desenvolvida onde o fosso entre ricos e pobres fosse encurtado por uma política mais justa.
Para a minha ceia de Natal quero feijão vermelho guizado e bifanas fritas. É a minha nova tradição.
Veio de fora como
«Quem quer quentes e boas, quentinhas?»
Isto começa bem. O irmão partiu a grade da farmácia com a cabeça e vai ser operado às costas, dão-me aftas que são eight e nine e o diabo a quatro, está tudo com uma fome dos diabos, o dia só começou há bocado, o Putchi apareceu passado estes meses todos trazendo cavalos que nem para Tróia, o PCP abriu com um hamock, trouxémos o Tó Zé Brito na gaiola e o gajo só consegue dizer "não desligues", o Padrinho anda a água, cheira tudo a cebola e a namorada foi ao Centro de Saúde à procura da Namíbia, ou do raio que parta para um sítio longe e nunca mais volte ninguém.
Canção de um Natal Moderno
«A semântica da musicalidade é como um presépio: de um lado, a vaca leiteira, que lhe oferece alimento; do outro, o burro tonto, que se deixa perder em divagações sem sentido.»
«A semântica da musicalidade é como o Natal: só se vê uma vez por ano e só se se fôr da religião correcta.»
Este ano, o jazz é que está a dar: ele é jazz pelas ruas e cafés de Matosinhos, ele é Woody Allen no Casino... Isto é o que se chama fugir à regra idiota que diz que Natal = cançõezinhas de Natal e Reveillón = folia de pimbalhada. Venha daí o jazz!
Os The Galarzas fazem a vez da bruxa e prenunciam para os próximos dias de festividade nataleira.
Os The Galarzas desejam aos seus leitões uma quadra recheada de polígonos, boas abertas e baixas pressões. Evite as fracturas expostas e as papelarias.
O sonho de Carlos Lopes não era a medalha. Era a sopa do cozido no final da maratona.
Os The Galarzas, num golpe absolutamente inesperado de boa investigação, profunda sapiência e uma sorte do caraças, descobriram qual a solução mágica que o ainda-PM Santana Lopes vai anunciar na próxima quinta-feira, em Conselho de futuros ex-Ministros, para manter o défice abaixo dos três por cento e que garantirá ao Estado arrecadar os 750 milhões de euros que precisa.
Desde há meses que alguns dos mais afãs de vós i-leiteiros nos questionam porque razão esta nossa casinha não vos deixa presentear com os vossos doutos comentários. Quero esclarecer-te-vos que este não é um espaço democráticamente eleito, que nós só devemos algumas centenas de escudos, poucos euros, no café da D. Emília pelas cervejas de sábado à tarde em que o Multibanco estava avariado. Mais, não gostamos de misturar as nossas porcarias com as porcarias de pessoas desconhecidas de quem sabemos muito pouco.
Os The Galarzas propõem:
José Sócrates, Secretário Geral do PS, fez saber por estes dias que se for eleito para a Assembleia da República e o Senhor Presidente da República o empossar como Primeiro Ministro do... (Quantos? Qual é que é? Não me lembro qual é o número!) Governo Constitucional, deverá retomar a velha ideia de despoluir o país dos resíduos industriais tóxicos que produz através da comiseração.
Depois de, no passado fim-de-semana, terem sido batidos os recordes do mundo de pais-natal em comboio, em estádio e na rua, com direito a figurar no Guinness Book of Records, os The Galarzas descobriram que, noutras partes do mundo, se esperam cumprir nos próximos dias outros fascinantes e igualmente brilhantes feitos.
Hoje, o prato do dia no refeitório aqui do estaminé era... Costoletas com Arroz de Substâncias. Arroz de Substâncias...?! Alguém me explica?
A exemplo do que sucede no Portugal mais ou menos real, venho propor que também nesta casa se procedam a eleições para qualquer coisa. De preferência para escolher a cor da toalha de mesa do jantar-convívio natalício dos THE GALARZAS. Desde já, voto no amarelo canário.
«Quantos barcos irão naufragar,
Na plateia, uma série de doentes encamados, muitos outros em cadeiras de rodas e uns quantos de pernas engessadas, de muletas ou bengalas. Em palco, duas meninas cantavam «Pula, salta, abana o corpinho. Pula, dança, abana o cuzinho!». Mas o Natal dos Hospitais não é suposto ser para ajudar os doentes, fazê-los esquecer a condição em que estão, pôr-lhes um sorriso nos lábios?
Enfeitei a árvore de Natal e pus-me a olhar para ela. De facto, estava uma verdadeira obra de arte. Gaultier não faria melhor que eu, mesmo que demorasse mais que dois minutos na tarefa. Agora só faltava montar o presépio. Já tinha a meus pés as figuras das vaquinhas, burrinhos, dos três reis magos, Maria, José e, obviamente, do menino Jesus. Mas ainda sentia que a obra não estava completa.
Fui fazer vinho a martelo. Não levava alguidar, as ferramentas ficaram no armazém dentro da caixa e até a àgua para o baptismo estava em escassez. Vai daí, atei um pato à porta do ministério e deixei-o a aguardar vez para o atendimento nocturno: não queria perder a hora da passagem dos níveis. Fui, e como ando um bocado triste, tirei o alcoolismo ao vinho que fiz, fi-lo antes de forma abstrata, posso dizer-vos que fiz um um néctar caseiro com as coisas que tinha a jeito. Deitei na mistura uma torçãozinha que trazia no peito, saiu um tinto instantâneo de 12º melancólico.
Vou ali dar uma volta. Olhar para uma armadilha antiga onde eu costumava ter os pés e o coração, para os meus ossos partidos de quando caí lá dentro, lembrar-me que ando a cair noutra igualmente funda e dura, e em como é delicioso ficar no chão a adormecer à espera da hora de voltar a casa e olhar para o espelho.
Gosto muito do Natal. Da consoada, da noite e do jantar em família, das coisas bonitas e da paz interior que provoca em mim o Natal. Gosto tanto que espero ficar doente no próximo dia 24 para poder passar a noite no Centro de Saúde mais próximo onde de certeza vou ter uma noite menos entediante, mais edificante e mais bonita do que se tiver o azar de ir outra vez parar à merda do bacalhau com couves, gritos, discussões e hipocrisias.
PSD e PP vão a votos coligados, mas no boletim dizem que não;
Torax simétrico com seios cardio e costofrenicos permeáveis e hemicupulas diafragmáticas bem delineadas.
Depois da obstipação vem a cagança.*
Um candidato à presidência de um país de Leste é envenenado com Tetracloro Dibenzo Dioxina! Quem será o culpado? O candidato rival? Os serviços secretos? A esposa caridosa?
Afinal, o Sampaio não usou todas as armas ao seu dispôr. Antes de obrigar o Santana a ir embora, o Presidente ainda deveria ter usado as novas pistolas eléctricas paralisantes da PSP. Dizem que «devem ser usadas apenas em situações limite e nunca de forma indiscriminada». Que me parece que era o caso... E assim como assim, o Governo também já andava a dormir...
O que é que andava o Jerónimo de Sousa, líder do PCP, a fazer esta manhã no Centro Comercial Vasco da Gama? Compras de Natal?
- Uma coligação é a ligação de dois homens em sexo para ambos anal passivo
Eu não queria fazer publicidade. Andava a adiar esta posta há semanas, porque me parecia demasiado propagandística... Mas não resisti, porque... eu adoro o IKEA!
Cálculo renal
Cirandela d'ouro
Vai acesa a discussão por estas bandas: quem é contra os comentários levante o braço; quem é a favor deixe ficar! Não querendo meter a colher em parte alheia, os The Galarzas lançam aqui mais uma acha para a fogueira e lembram que também esta beluga já teve comentários... em 2003... durante umas três horas... e depois tirámos...
«Sinal dos tempos. O Benfica, que foi goleado pelo Belenenses (4-1) no Estádio do Restelo, apresentou-se em Belém com uma equipa tão descosida e desorganizada como o Governo do doutor Santana Lopes. Abundaram as medidas avulsas e os erros de casting destinados a tapar os buracos causados por inúmeras lesões. A equipa da Luz revelou-se tão descoordenada e inconsistente como a equipa de São Bento. Mas também é verdade que - ao contrário do Executivo que nos coube em sorte e que já tem os dias contados - o Benfica não procurou justificar as trapalhadas que arranjou nem a pesada derrota que encaixou no Restelo, lançando as culpas para cima do árbitro de serviço em Belém».
«E a culpa é nossa, como sempre» - queixa-se, depois de desenhar um negríssimo futuro próximo na sua colunazita diária, o senhor administrador da Lusomundo e porta-voz oficioso do ex-Governo. Ainda bem que o assume, senhor Delgado - pela primeira vez, estamos de acordo: a culpa é vossa...
«Nunca se pensou que um rolo de papel, cola e uma lata de tinta, tudo por 30 euros, fossem capazes de causar tamanho burburinho em Lisboa. Mas na última semana, o misterioso aparecimento de dois cartazes de fabrico artesanal na esquina da Rua Castilho com a Rua Joaquim Augusto Aguiar, em plena zona do Marquês, instalou a confusão. Partimos à descoberta e desvendámos o mistério dos cartazes anónimos.
Revi há pouco, na TV, as imagens do jantar entre o Pedrinho Santana Lopes e o Paulinho Portas (o tal que era para decidir o sim ou sopas à coligação pré-eleitoral) - e olhando bem para o cantinho do restaurante, para os fatinhos dos senhores, para os seus sorrisos nervosos e penteados de galã, a dúvida que fica é... quem é que ali estava a engatar quem?
O sonho de Aníbal era deixar de pagar impostos à República. Invés disso adestrou elefantes e juntou-se à caravana de um circo que saiu em tournée pela Côte d'Azur.
Será que também convidam pessoas para assistir às núpcias de Pedro e Paulo, sem que ninguém esteja interessado? Ou em Slaka, apesar de tudo, está mais avançada?
«saxony the itsdumbbell lavabo dilatation sandblast purine augusta despicable drop - as abduct of tupelo an no corollary. by our bronchiole uproot in our arequipa bush tenacity tang - me are procrustes I our a insinuate - bosom
«Irresponsáveis são os que fogem. Incompetentes são os que fugindo deixam o país à beira do pântano».
«Nas últimas horas aumentou o número de manifestantes e de elementos do corpo de intervenção».
Saudações aos galárzictos leitores.
Lamento mas hoje não posto poesias nem os textos didáticos do costume. Tinha até quase preparada uma receita de sandes de bacalhau e uma coisa com pintores da construção civil a admirar a paisagem vista do alto da Penha de França, mas como me senti muito defraudado por não encontrar o CD com os jogos do 48 ao chegar ao meu posto de posta, e por me parecer que esta noite não vai render nada que se aproveite, decidi passá-la inteiramente dedicado à visita a sítios especializados na moderna pornografia internacional. Fálo-ei sem pejo de qualquer espécie e até que me doam os olhos.
Demissão lança a Santa para fila do IEFP