Só mais este pequeno aviso:
Já dei!
tertúlia oficial do conjunto azorrague músico-poético The Galarzas (remasterizado)
Irmão, sinto-me honrado por ser alvo de tamanho vilipêndio, que me coloca na linhagem dos bravos exploradores do oeste americano, a quem os nativos cumulavam de honrarias e desconsiderações chamando-lhes Língua Bifurcada. A propósito, quanto bifurcados terá o aposento da Moita?
Pulveriza-me na Sala
Ainda a estreia está fresca, depois de 16 anos de paragem, já o protagonista da novíssima série de Doctor Who, uma das mais vitorianas e interessantes da ficção-científica britânica, made in BBC, se demite. Diz Christopher Eccleston que teve medo de ficar colado à personagem. Bem, se não tivesse feito a primeira época da série é que ningém o iria conhecer, mesmo.


A posta que precedeu esta mesma é puramente especulativa. Alguma informação nela contida que esteja menos correcta não é blague, nem pretendemos com ela induzir alguém em erro.
Terminou há minutos o recontro futeboleiro entre as selecções AA de Portugal e da Eslováquia, recrutadas pelo Dr. Readers Digest, com um resultado espectacular, uma goleada como há muito não se via em jogos a contar para o troféu em disputa.
Entre a caganeira subtil mas maçadora, a dor de cabeça fulminante mas teimosa e o stress pela carga de trabalho a mais... acho que me vou ficar pela tarte de maçã caseira, sem calorias nem frieiras, feita à base de barbitúricos e analgésicos e salpicado de aspirinas e trifenes que a Dona Camomila, aqui do ofício, nos trouxe esta tarde. «É para comer durante o jogo», lembrou a Dona Camomila, antes de acrescentar prontamente «cuidado com os intestinos, menino, cuidado com os intestinos que lhe sobem à cabeça e depois é uma carga de trabalhos».
Hoje não sai nada de jeito deste teclado. Ó musas! ó azar! ó azerty! ó qwerty! Ó que porra.
Está na hora de comprar a FOCUS e ler a porcaria que mandámos imprimir no papel. Produtos frescos, mundanos e científicos, que só estão disponíveis na edição de hoje. São originais que nem sequer vão sair no livro. Os artigos expostos não são para consumo da casa. Comprem já antes que esgote.
Algures num sítio muito distante há um bichinho muito querido e adorável chamado Toby, que vive feliz debaixo da sombra protectora do seu melhor amigo. Mas o mundo é por vezes cruel para com os bichinhos, mesmo com os mais adoráveis de todos, e o nosso querido e felpudinho Toby corre um sério risco de ser morto e comido pelo seu melhor amigo se todos nós não ajudarmos a salvá-lo.
Porque todas as mulheres têm duas caras, também a blogosférica tem duas faces femininas: a da dona de casa que quer dar de comer à família e a sua família é o mundo e a da profissional competente-ambiciosa-curiosa que quer chegar mais longe, mais depressa. Afinal, Internet é uma palavra feminina...
Ao fim de várias horas de vários dias, parece que o Blogger lá resolveu fazer uma pausa na sua imensa demanda contra os blogueiros do mundo inteiro... Esta coisa 'tá mais lenta e mais chata que a função pública, chiça! Por isso é que a luso-blogosfera tem andado a meio gás. Ou será que isto já é o choque tecnológico?
Rais parta mais à merda do Blogger que não deixa um gajo postar decentemente... Pôrra que é preciso ter uma paciência do camandro!
Fervilham as cocheiras com os vapores do esterco fresquinho e fumegante acabado de fazer; as flores azedas, amarelas e vulgares, exultam às vespas; o poço vai meio vazio coberto de limos por cima, espécie de algas que crescem e proliferam nas águas mais insalobres; o sobro está morto e serve de abrigo aos ratos que se enfiam pelas frestas podres; a laranjeira só dá espinhos onde nos arrisquemos a perder lenços de pele, ou a furar a carne dos braços descobertos, e de lá de cima ainda podemos cair ao fosso, há mais de quinze anos coberto de silvas da altura de duas casas; passa o vendedor de sardinhas a gemer as dores da perna perdida na estrada do Açor; a velha de enxada na mão acabou de matar uma cadelita muito velha, que trazia os males dos cães, todos agarrados ao pêlo, às patas, ao peito, à própria alma, se é permitido aos bichos que tenham alma, pelo que se via na tristeza dos olhos e na forma submissa que punha a pobre para qulaquer ser que lhe passava pela cercania...
ESCOLA DE TRANSMIGRAÇÃO DAS ALMAS

Alguns dos nossos e-leitores resolveram inundar-nos a caixa de correio eléctrico queixando-se de uma alegada falta de rotundas nesta blague, por isso, decidi:
O meu Sonho era vender a alma ao Diabo com taxas de juros baixas e um spread muito favorável.
1 tomar banho (quando me levantei o travessiro veio colado ao cabelo)
1 formatação completa do pc
Estava o Cuelhinho tranquilamente a pôr um ovo de colombo, fiado na protecção da moita, quando uma luz súbita e branca de neve o fez saltar e bater com as orelhas num ramo do conhecimento.
É a festa da família. Felizmente só há mais uma por ano e ainda faltam nove meses. Esta é a melhor, temos que aturar menos gente e não é preciso fazer ofertas de coisas inúteis e de mau gosto.
1978. Sci-Fi Awards. Um actor de culto. Um clássico da pop de 70s. Um hilariante desastre...
Nem nos saiu o Euromilhões nem acabou a guerra civil na Quirguizia. Ele há coisas...
Eis um pequeno teste que fica como entretém para o fim-de-semana: NAME THAT ALBUM COVER. Não vale fazer batota - só é preciso «um pouquinho de superação»...
Goma de Mascar
Aquiescente intumescida e grata
Serôdio milho,
Os The Galarzas apresentam em primeira de mão e num exclusivo local uma reportagem-choque do canal brasileiro SBT... Atenção: as imagens que se seguem não são aconselháveis a e-utentes facilmente pressionáveis e enfins. Feito o aviso, quelique aqui.
Entre dois colegas, discutindo «garotas»:
É o casamento do ano no Bairro da Fandangueira, Loures, sábado 26 de Março, em que vão unir-se pelo matrimónio a D. Maria Eduarda, viúva de 48 primaveras e proprietária da leitaria "Vivaz", e o Sr. Almeno Pedroso, solteiro, de 47 anos, funcionário dos TLP.
De Callao al Sol
Hoje estou muito melancólica. Tanto que voltei ao bar do senhor Salieiro, voltei ao vício e à má vida. Às vezes a gente tem que se soltar um bocadinho, não é? Isto não pode ser só introspecção os dias todos, não é?
Crie-se um corpo de agentes de apoio aos polícias. E até poderiam andar armados, por ousada que pareça a proposta. E se também estes se sentissem ameaçados, porque não uma nova camada de agentes? E por aí fora, tartarugas sobre tartarugas sobre tartarugas sobre...chega, já se deve ter percebido a ideia.
Em breve, os The Galarzas vão oferecer ao mundo e aos seus e-leitores a primeira tradução de A Xícara de Viramundos - o primeiro romance pálido de Homem Basco, autor e encenador da sua própria vida real.
Hoje é quarta-feira - dia de carapau no mercado, dia de chocolate quente, dia de maçã assada, dia de voltar à noite, dia de ler a FOCUS.
Hoje é o Dia Mundial do Sal e para o celebrar condignamente, os The Galarzas, juntam o dia de ontem, à evocação do dia de hoje. Por cima põe-se um pedaço de marmelada, ou geleia.
Grita javardo
Para assinalar condignamente o Dia Mundial da Água (e para provar que não é só o
Para celebrar condignamente este Dia Mundial da Água, hoje voltou a não chover... É caso para dizer: que seca!
A caixa e-postal The Galarzas foi vítima de assalto e assédio, na forma de uma enigmática e estonteante ameaça:

Agradeço daqui ao meu pior inimigo ter conseguido os seus intentos nos últimos dois dias. A v. ex.a, saiba que fiquei então pelo leito, em espasmos dolorosos, tal como o meu inimigo desejou. Mais informo que, e ainda não reestabelecido, quando me quiser ver assim de novo, basta mandar aquelas amêndoas de páscoa recheadas de chocolate, que eu comerei outra vez.
Mil e duzentos quilómetros e 24 horas depois, algumas observações permanecem gravadas nos neurónios.

O Poema que não queria ir para a cama mais cedo
Para celebrar condignamente a dentada na língua de Quinto Galarza, este outro Galarza vai ter uma epifania... Pronto já tive! Acho que já tive... Aaahm! Ou será que isto tem outro nome? Merda, não me lembro como é que isto se chama. Não era epifania? Assim um espasmo e uma contracção...E depois há uns músculos que se mexem. Epifania, ou celeuma, ou o diabo!
Para celebrar condignamente o Dia Mundial da Poesia, este Galarza mordeu a língua. Literalmente...
Para celebrar condignamente a chegada da Primavera e o Dia Mundial da Floresta, a chuva regressou ao país. Finalmente.
Não é suposto o elenco da Quinta Das Celebridades ser composto por... enfim, celebridades? Ou no mínimo... sei lá, pessoas... tipo, conhecidas? Já para não dizer interessantes...
A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Servem estas pequenas linhas para manifestar o meu ódio por algumas pessoas que, amanhã, vão de Lisboa a Madrid, ao Teatro Lope de Vega para assistir a um concerto dos Dead Can Dance. Tenho nojo de vós. Devíeis ser privados do uso de cabelo, como marca da vossa ignomínia. Não passais de uns cabotinos almíscarados!
Numa iniciativa inédita e puramente altruísta, os The Galarzas recuperam aqui um esclarecimento antigo:
Vai terminar esta prosa
Estamos na década de salomé
Será o apocalipse ou a torneira
A pingar no bidé?
É meio-dia dia de feira
Mensal em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
Morreu em Mira
Antes da data
Do mariage
Estamos na Europa
Civilizada
Já cá faltava
Uma maison
Pour la Patrie
P'lo Volkswagen
Acabou-se a forragem
Viva o Patron!
Já tem destino esta terra
Vamos mudar para o marché aux puces
O tempo das ceroilas está no fio
Agora só de trousses
É meio-dia dia de feira
Mensal em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
Morreu em Mira
Antes da data
Do mariage
Saem quarenta mil ovos moles
Vilar Formoso
É logo ali
Faz-se um enxerto
Com mijo de gato
Sola de sapato
Voilá Paris!
Aos grandes supermercados
Chega a cultura num bi-camion
Camões e Eça vendem-se enlatados
Lavados com «champon»
É meio-dia dia de feira
Mensal em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
Morreu em Mira
Antes da data
Do mariage
Estamos na Europa
Radarizada
Já cá faltava
Uma turquês
Para o controle
Do bravo e do manso
Vivaço e do tanso
Em cada mês!
A fina flor do entulho
Largou o pêlo ganhou verniz
Será o Christian Dior o manajeiro
A mandar no País?
Estamos na Europa
Do «estou-me nas tintas»
Nada de colectivismos
Chacun por si, meu
E chacun por soi
Tê Vê e cama
Depois da esgaça
Até que lhes dê traça
A culpa é toda
Do Erre Hagá
Levam-te à caça
Dos gambozinos
Com dois ouriços
Em cada mão
Ai velha fibra
Do bairro de Alfama
A carcaça do Gama
Vai a leilão
José Afonso
...torna-se difícil acreditar na reencarnação.
Ontem a Fresta voltou a abrir-se. Segundos depois o Rocky desapareceu num clarão. Temos que manter a cabeça fria, digo aos meus irmãos.
- Importa-se de responder a uma perguntinha para a televisão? - perguntou o jornalista, de seringa na mão.
Rhett Butler insulta-me. Começo a ficar pior que estragado. Este cretino julga-me completamente desprovido de inteligência e insulta-me à frente de quem quer que seja. Julga que não compreendo cada palavra que diz.
Ora podem crer que clicando aqui podem ouvir um verdadeiro clássico do Metro de Lisboa. E que vamos continuar a agradecer à sªra a oportunidade de nos auxiliar e à galinhola a bondade de nos oferecer um regalo destes...
Rhett Butler tem a boca grande demais. Joga ao poker com cartas a quem sustenta o vício em troca de intrigas, de mentiras, de sinais secretos e desleais, falseia sempre o desfecho da jogada.
Tarde de sábado. Sortudo esquece-se do telefone no carro. Em casa, refugia-se no trabalho que ficou da semana e esquece-se das horas. Noite de sábado. «Mas... onde é que deixei o telefone? Queres ver que o perdi?», questiona-se Sortudo enquanto faz contas à vida. «Ah, ficou no carro». No carro está. O telefone e... 14 chamadas não atendidas mais 1 mensagem de voz. «14 chamadas, num sábado? Chiça!» Sortudo vai a ver - 14 chamadas não atendidas: do trabalho! 1 mensagem de voz: do chefe! «É preciso ter azar», desabafa Sortudo.
Isto de se passar a tarde a passar entrevistas da cassete para o papel tem o seu quê de involuntário. É como daquela vez em que estava a passar para o papel - a transcrever, dizem os sábios - a entrevista que tinha feito dias antes a um elefante azul, conhecido entre os Zoos da Europa como um fumador nato.
O Rhett Butler esteve aqui há bocado. Apareceu assim, sem mais nem menos, como se não estivesse a dever-me os quinze contos, como se não tivesse desaparecido há meses sem dizer nada, sem explicações.
Há tributos e tributos, mas este, senhores... este deixa-nos verdes de espanto e entumecidos de admiração... Longos são os nossos engrandecimentos, senhores, largo é o nosso respeito e fundo o nosso saravá. Agora chega, que vamonos a brindar.
There once was a man who just couldn't cry
Neste arranque de Dia do Pai, os The Galarzas deixam aqui algumas propostas Primavera/Verão para encher o pacote do velho:





Pardal Maluco, Sete Solas e Cinco Gajos
O eufemismo crónico: Pequena irritação, que incomoda mas não chega para tomar medicamento
Pardal Maluco e Sete Solas
O Sonho de Pedro Miguel Ramos é abrir o seu próximo bar em Santiago do Cacém. O nome será, obviamente, Amo-te Santiago. Coincidência (ou muito provavelmente não), este é também um dos (três!!!) nomes próprios do seu primeiro filho.
Quando Vito Corleone queria saber como tomar o medicamento, consultava a puzologia.
Tens mais de setenta anos, carta de marinheiro e caderneta dental em dia?
Sete Solas e Cinco Gajos
Às vezes um gajo não se pode rir. Mas estava a almoçar num sítio cheio de políticos e ouvi as seguintes pérolas:
À quarta um gajo está a meio da semana e já o fim de semana está à porta e o trabalho ainda nem sequer vai muito adiantado, porque lá na chafarica a quinta é que é dia de produzir e a sexta já entra na falda do remanço.
«Chamem-me o que quiserem.»
Pelos vistos, a Presidência da Câmara Municipal de Lisboa é como o Natal. É quando um homem quiser.
- Porque é que a mim não me dão toalha?
Este governo de maioria, que já governa há bastante tempo, ainda não fez nada para melhorar as condições de vida dos portugueses. O tecido empresarial continua na mesma, agarrado a uma velha e gasta forma de fazer a economia. Ainda temos 450 000 desempregados sem perspectivas de futuro. As nossas estradas continuam a ser más, cheias de acidentes geográficos e de percurso. A saúde está na mesma forma em que o executivo a encontrou, com listas de espera e o monopólio dos diagnósticos entregue aos médicos. A educação já nem sabemos se de facto existe, pelo que se ouve dizer nas ruas, na televisão ou nos postos de trabalho, parece que ninguém aprendeu nada e o meu sobrinho, que tem cinco anos, ainda não sabe sequer ler o Cálamo em inglês. O ambiente está também na mesma: ainda não há consenso alargado sobre em que contentor devem depositar-se as embalagens de tetra pak; as cimenteiras continuam a cheirar mal e destruir paisagens a céu aberto. Da cultura não temos nada a dizer: não somos cultos nem nunca seremos.

Segredos visuais ou confissões virtuais: há de tudo na net e para tudo há remédio... Vale a pena perder algum tempo com estas terapias alternativas.
«余純順
Há dias assim. Assim-assim. Que não aquecem nem arrefecem. Ainda bem que o frio voltou lá para os nórdicos, que o tratam bem. Convidam-no para um smorgasbord, como dizem os Fiordes, os habitantes desses sítios. Agasalham-no, sorriem com pingentes de gelo no nariz, prendem os ursos e matam em sua honra um caterpillar, mamífero feroz e coriáceo. Os caterpillar é que não acham graça. Se calhar por isso é que há tantos a migrar para sul.
Hoje senti-me muito púdica. Se tivesse tomado banho estaria uma autêntica virgem.
Os The Galarzas já têm namorada. Ou quase - pelo menos já (pub)licitámos o que podíamos... Agora estamos à espera. Mas estamos confiantes... Afinal, é por uma boa causa.
Atendendo ao pedido de divulgação que nos chegou via mail, os The Galarzas aqui deixam a informação:

O agente 000 não veste fatos de marca, combate em fato de treino. Vou correr com o crime, diz com um sorrisinho malandro e confiante, enquanto ajusta as meias brancas de algodão e faz uma nota mental para se lembrar de comprar o passe social. É duro ser herói sem orçamento.
