5.5.08

Pensando melhor,

após longa e desaturada inflexão,

.

21.3.06

Ponto final

.
.

E ninguém acredita...


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God

God is a concept
By which we measure
Our pain
I'll say it again
God is a concept
By which we measure
Our pain

I don't believe in magic
I don't believe in I-ching
I don't believe in Bible
I don't believe in tarot
I don't believe in Hitler
I don't believe in Jesus
I don't believe in Kennedy
I don't believe in Buddha
I don't believe in Mantra
I don't believe in Gita
I don't believe in Yoga
I don't believe in kings
I don't believe in Elvis
I don't believe in Zimmerman
I don't believe in Beatles
I just believe in me
Yoko and me
And that's reality

The dream is over
What can I say?
The dream is over
Yesterday
I was the Dreamweaver
But now I'm reborn
I was the Walrus
But now I'm John
And so dear friends
You'll just have to carry on
The dream is over


John Lennon

Aviso avisado

A loja grande da farândola está fechando, mas o Haiku e o Tabaco vão manter a actividade sempre que se justifique.

Até ao fim da semana inutilidadezinhas

Um jogo - toda a gente pode tornar-se um herói.

Adio, adieu, auf wiedersehen, goodbye.

Apolo-gia ao Wallbanger

A merda transbordou o prato. Não conseguimos deixá-la, pelo menos por agora. E há perfumes mais necessários para cheirar. Até que o feijão volte a crescer verde nas vagens.

Apologia ao Dan

above the sea of fog

Apologia ao amigo Gato

We apologise for the tremendous ball scratching. We apologise for the great balls of fire. We apologise for the the. We apologise for the bad wine. We apologise for other things that need apologies. And we also apologise for the fact we wont apologise for. We're sorry. We're many.

Já não vamos a tempo, pá! Vira aí à direita e segue aquele táxi.

A mega-tertúlia do conjunto azorrague músico-poético The Galarzas está encerrando. Enquanto o pau fôr e não voltar, iremos pôr-nos em bicos de pés e dançar o Lago dos Cisnes; venderemos as nossas carteirinhas de fósforos à porta da Brasileira; dona Antônia, de Goiás, por quem temos tido desde sempre a maior consideração, não só por ter sido a nossa maior fonte de inspiração com a suas histórias típicas ao longo destes dois anos e tal, mas também pelos brigadeiros que confeccionou para as nossas reuniões de trabalho, pelo incentivo e exortação que nos deu e ainda pelo favor que nos fez quando chamou as ambulâncias num serão em que trabalhámos demais e praticamente caímos na doença.

E por fim... um poema de Mário de Sá-Carneiro

SERRADURA

A minha vida sentou-se
E não há quem a levante,
Que desde o Poente ao Levante
A minha vida fartou-se.

E ei-la, a mona, lá está,
Estendida, a perna traçada,
No indindável sofá
Da minha Alma estofada.

Pois é assim: a minha Alma
Outrora a sonhar de Rússias,
Espapaçou-se de calma,
E hoje sonha só pelúcias.

Vai aos Cafés, pede um bock,
Lê o «Matin» de castigo,
E não há nenhum remoque
Que a regresse ao Oiro antigo:

Dentro de mim é um fardo
Que não pesa, mas que maça:
O zumbido dum moscardo,
Ou comichão que não passa.

Folhetim da «Capital»
Pelo nosso Júlio Dantas -
Ou qualquer coisa entre tantas
Duma antipatia igual...

O raio já bebe vinho,
Coisa que nunca fazia,
E fuma o seu cigarrinho
Em plena burocracia!...

Qualquer dia, pela certa,
Quando eu mal me precate,
É capaz dum disparate,
Se encontra a porta aberta...

Isto assim não pode ser...
Mas como achar um remédio?
- Pra acabar este intermédio
Lembrei-me de endoidecer:

O que era fácil - partindo
Os móveis do meu hotel,
Ou para a rua saindo
De barrete de papel

A gritar «Viva a Alemanha»...
Mas a minha Alma, em verdade,
Não merece tal façanha,
Tal prova de lealdade...

Vou deixá-la - decidido -
No lavabo dum Café,
Como um anel esquecido.
É um fim mais raffiné.

La Mélissa du dernière jour

Au revoir, Mélissa. Au revoir...

Epitáfio

«What do you do when the people go home?
And what do you do when the show is all done?
I know what I'll do in the alone of my time,
But what will I do with the leftover wine?
»

Chega a Primavera...

...vão-se os The Galarzas.

Até breve. E thanks for all the fish.

17.3.06

Está a dar o segundo toque!

Definha mas não morreu.

Atenção à passagem de tabaco fresco pela casa do Balcão.
Recolha feita à volta da Ria de Aveiro.

16.3.06

Já toda a gente percebeu, mas cá fica o aviso oficial

Senhoras e senhores, esta tertúlia está a definhar...

14.3.06

Eu é que sou o Presidente da Junta (Portugal no seu melhor)

«Terrenos da Junta pagam sexo virtual

O ex-presidente de uma junta de freguesia do concelho da Guarda (...) terá gasto 49 mil euros em chamadas telefónicas para linhas eróticas, em menos de três meses. Quando chegou a factura, o autarca demitiu-se e a Portugal Telecom penhorou três terrenos para recuperar a dívida.
»

Domingo é Dia do Pai...

...hoje é Dia do Pi!

Pi

Ausência III: Poema de Jorge Luis Borges

Habré de levantar la vasta vida
que aún ahora es tu espejo:
cada mañana habré de reconstruirla.
Desde que te alejaste,
cuántos lugares se han tornado vanos
y sin sentido, iguales
a luces en el día.
Tardes que fueron nicho de tu imagen,
músicas en que siempre me aguardabas,
palabras de aquel tiempo,
yo tendré que quebrarlas con mis manos.
¿En qué hondonada esconderé mi alma
para que no vea tu ausencia
que como un sol terrible, sin ocaso,
brilla definitiva y despiadada?
Tu ausencia me rodea
como la cuerda a la garganta,
el mar al que se hunde.

Ausência II: Poema de Vinicius de Moraes

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Ausência I: Poema de Teófilo Chantre

si asa um tivesse
pa voa na esse distancia
si um gazela um fosse
pa corre sem nem um cansera

anton ja na bo seio
um tava ba manche
e nunca mas ausencia
ta ser nos lema

ma so na pensamento
um ta viaja sem medo
nha liberdade um te'l
e so na nha sonho

na nha sonho mieforte
um tem bo protecao
um te so bo carinho
e bo sorriso

ai solidao to'me
sima sol sozim na ceu
so ta brilha ma ta cega
na se clarao
sem sabe pa onde lumia
pa onde bai
ai solidao e un sina...

9.3.06

Viva Aníbal, Cavaco I de Portugal

anibal

8.3.06