Também tu, Tankhamon
Nas barcas do rio Nilo,
carregadas de pescado,
o que quis fazer eu fi-lo,
e não lamento um bocado.
Sondei o nariz com o dedo
indicador, por sinal,
audaz sem ponta de medo,
abri com ele um canal.
Baptizado de Suez,
Soez achei o baptismo,
pois se fui eu quem o fez,
eu, o je, moi, yo mismo.
Mas, enfim, a história injusta,
não dá contas a ninguém.
Mas lá que isto custa, custa,
oitenta, noventa, cem.
Óscar Machico, in «Crocodilo odontológico», Editora K Kontra K, 2002

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