16.8.04

Poema de: Al-Umîado Ibn’d’Hasan

Amendoal

Alisavas com teus dedos
o vestido de seda branca,
deitada debaixo da sombra
perfumada
das amendoeiras em flor.
A água dum regato corria perto
e soava a cristal retinindo
nos ouvidos, dessedentando
as gargantas na distância.
Os meus dedos, segurava-os
junto dos teus, segurando
a cor dourada de tuas mãos,
entardecendo com o dia.
A minha boca, insensata,
secava dizendo-te palavras
acerca da eternidade do amor,
e resfolegava, imprudente,
aspirando o perfume ardente
de teu colo inupto.

Al-Umîado Ibn’d’Hasan, 1025-1079