12.3.04

Táxi?! Acho que vou a pé.

Apreciei a ideia dos senhores Carlos Ramos, da Federação Portuguesa de Táxi (FPT), e Florêncio Almeida, da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), referidos na posta ali atrás. Palavra que me parece fabuloso. É uma óptima forma de conseguir equilibrar de as finanças das famílias portuguesas e ao mesmo tempo melhorar a qualidade dos serviços em geral.

Por exemplos: num café ou restaurante, o empregado de mesa ou balcão, pode passar a cobrar mais 50 cêntimos por cada peça de louça bem lavada, o cozinheiro mais 1€ por cada prato bem confeccionado e o dono do estabelecimento mais 3€ por cada cliente que seja atendido com qualidade; nas obras que é preciso fazer lá em casa, o canalizador pode pedir 0,50€ por cada junção de tubo bem apertado, os pedreiros 0,10€ por cada tijolo que não vá cair três semanas depois da obra acabada, o estucador 0,80€ por cada metro quadrado de estuque que não caia no mesmo período e o empreiteiro da obra poderá pedir até mais 500€ para que a qualidade do trabalho seja boa; o sapateiro pedirá mais 0,05€ por cada ponto de linha que ficar bem cosido; a senhora da lavandaria exigirá mais 6€ por cada peça de roupa que fique bem lavada; o médico no centro de saúde terá uma tabela para cada tipo de doença, uma constipação curada irá custar mais 10€ que aquela que fique por tratar.

Obviamente que estes são apenas dois pequenos exemplos que os The Galarzas aventam a quem os queira apanhar, que podem e devem ser aperfeiçoados antes de ser postos em prática. As tabelas poderão não ter exactamente estes custos; falta ainda precisar se é o cliente quem decide antecipadamente que tipo de serviço pretende contratar, se o de qualidade ou o do «toma lá esta merda, paga e não bufes, que eu não sou escravo teu!»

Eu lá no emprego vou passar a pedir 7,5€ por cada hora de trabalho bem feito. As que correrem mal, o patrão que pague pela tabela do costume.