31.7.03

GOOOLO!

Filme de Verão para toda a família com: Cristiano do Ouro e Arnaldo Xabregas.
Realizado por: Joel e Adão Côa.

Sinopse
A selecção nacional de futebol foi eliminada do mundial 2002 na fase dos grupos.

Depois da recepção humilhante dos adeptos aos jogadores no aeroporto, os mais importantes recusam-se a voltar a jogar pela selecção. Os patrocinadores recusam-se a financiar a nova equipa desprovida de estrelas internacionais. O novo presidente da federação só consegue angariar fundos das secretarias regionais e municipais, que assim aproveitam para publicitar os seus produtos agro-pecuários e de artesanato no Euro 2004.

Os novos equipamentos, geram tanta controvérsia como os jogadores. Desconhecidos para o mundo até ao Outono de 2003, descobertos nos regionais e secundários de todo o país procuram uma dinâmica ganhadora. Para equipamento é proposto o “Traje de Luces”, o primeiro jogo de preparação é um desatre. No segundo experimenta-se o traje de campino representativo do patrocinador do Ribatejo.

Os trajes regionais fornecidos pelos patrocinadores não ajudam. Com a Samarra num jogo contra o Liechenstein, metade dos atletas sofre de desidratação, a outra adormece em campo, e a tragédia prepara-se…

Até que no segundo jogo do Europeu quando já se pensa que tudo está perdido, Alfredo “Bigorna” médio ofensivo da Nazaré decide oferecer manufacturado pela própria mãe as sete saias nazarenas aos colegas. O equipamento torna-se o grande talismã da equipe que vence por 7-0 contra a rendida selecção da Roménia. Um Hat Trick de Toninho “Bujardas”, que festeja os golos levantando as saias, catapulta a equipa pra a final e para o estrelato.

Poema de: José Fadigas

JUMENTO AMIGO

Na ternura do teu olhar de negro vivo
Sob vigia firme e atenta de tua mãe
Tens esperanças que são certeza e alívio,
São fé e crença no futuro que lesto vem.

E em teu corpo inda pequeno da cor do bréu
Que a natureza cobriu de pelo fino,
Tuas orelhas logo se elevam ao céu
Para escutar o meu poema peregrino.

E tu me olhas, me admiras, me imitas
No olhar terno que é doçura e é poesia
Que em ti contemplo e oferto à eternidade

Nas palavras que somos nós feitos eremitas,
Cujo destino é solidão e fantasia,
E é teu poema, asno amigo, de tenra idade.

Antologia da poesia portuguesa

Naquela triste e leda madrugada,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
um pouco mais de sol eu era brasa,
a drageia caiu no próprio chão que havia.

Paparazzi

Primo e Quarto Galarzas, apanhados por um paparazzo, na Av. Guerra Junqueiro...



Enfim, a fama! Já só falta a fortuna... Pôrra.

Notícias de Óliúde

A propósito de cinema, os The Galarzas apresentam em exclusivo um cheirinho da Meca do dito; vêm aí grandes fitas que desenrolamos só e só para vós. A grande bomba tem por título

"Your ass is on the line" baseado no caso P.Pedroso e afins. Butt Reynolds é P.P. e o nosso Joaquim de Almeida tem um desempenho notável como afins.

Notável promete também ser
"The Cod Father" a história arrepiante duma traineira luso-portuguesa nos mares do Norte, perseguida por um bacalhau gigante. Esperamos com ansiedade pela luta titânica entre o fiel inimigo e o Capitão do barco (extra ordinária performance do grande Joaquim de Almeida)

e por último
"Rotten Wood" Albert John Garden é um polícia exemplar a um mês da reforma. A sua última missão é acabar com a corrupção que devasta a ilha paradisíaca onde nasceu e fez belas figuras. Com grande sagacidade, os produtores escolheram para protagonista Joaquim de Almeida, que excede todas as expectativas.

30.7.03

Poema Público em Postal

Um provável hino da tertúlia dos The Galarzas da autoria de uma nossa antecedente, personalidade chave dos The Galarzas originais: Marguerite Duras...

"Ligo-me a massas de pedra quando escrevo.
As pedras da Barragem, as pedras da infância.

Sou escritora selvagem e inesperada.
Vaidade das vaidades.
Tudo é vaidade e perseguição do vento.
Estas duas frases dão toda a literatura da terra.
Vaidade das vaidades, sim.
Estas duas frases só por si abrem o mundo;
as coisas, os ventos, os gritos das crianças,
o sol morto durante esses gritos.

Vaidade das vaidades.
Tudo é vaidade e perseguição do vento.

Sou eu a perseguição do vento.

Sinto-me esmagada por existir.
Isso dá-me vontade de escrever."

Frases que foram cortadas dos filmes

«A manteiga é à base de água, não te preocupes», Marlon Brando, Último Tango em Paris
«Este puré de batata da Jerónimo Martins não se aguenta», Richard Dreyfuss, Encontros Imediatos do 3º Grau
«Tenho a orelha esquerda toda dobrada cá dentro da máscara, Alfred», Michael Keaton, Batman
«Onde há fumo há gás...», Liam Neeson, A Lista de Schindler
«By the power of Greyskull... I HAVE THE POWER!», Elijah Wood, O Senhor dos Aneis
«Tenho o avião para Braço de Prata, despacha-te», Humphrey Bogart, Casablanca
«Carago, acho que contraí uma hérnia discal», Keanu Reeves, Matrix
«Anda», Luís Miguel Cintra, Vale Abraão

Escuta telefónica entre A. Costa e F. Rodrigues

Para além do que a imprensa diz, The Galarzas revelam a conversa que tiveram A. Costa e F. Rodrigues no «outro» telefone. A vossa atenção.

FR - Tou, Costa?
AC - Quem é?
FR - Sou eu, pá!
AC - Eu quem?
FR - O Ferro.
AC - Ah. É que tens o número não identificado.
FR - É por causa das escutas, pá.
AC - Bem visto. Olha lá, então sempre vai ao Sampaio?
FR - (imperceptível)odasse! Não me apetece um (imperceptível)aralho ir lá.
AC - Mas tens de ir pá. Eu é que estou práqui...
FR - Onde estás, pá?
AC - Tou nas (imperceptível)utas, pá. Sabes que é sexta-feira. Mas a gaja de hoje fez-me um (imperceptível)roche mal feito e ainda me doi a ponta do (imperceptível)aralho.
FR - Se calhar por isso é que o outro gostava de ir ao (imperceptível)abo aos (imperceptível)utos.
AC - Olha lá, não achas que deviamos ter esta conversa noutro telefone?
FR - (imperceptível)odasse, pá! Mas quantos telefones é que tu tens?

The Galarzas não sabem bem se esta conversa teve alguma utilidade. Mas quem se (imperceptível)odeu foi o Paulo Pedroso. Lá isso foi.

Acerca do excessivo calor na velha Ulissipo

Água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água e uma cervejinha fresca.
Água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, gelado de morango e after eight.
Água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, verde branco geladinho.
Água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, gelatina de ananáz.
Água, água, água, água, água, água, água, um suminho de limão.
Água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água com uma pedrinha de gelo.
Água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água que se evapora não tarda nada.
Água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água, água e uma boca bonita para a gente ver bebê-la.

Colecção Prima Vera verão

Chegou o calor
façamos amor
no campo e na praia
vá lá despe a saia

a areia faz mal
há ali um pinhal
que grande pinheiro
sou o teu bombeiro

se o vento soprar
e a coisa esfriar
juntamos caruma
e damos mais uma*

*queiram os excelsos leitores de estômago mais sensível ler nesta linha " e praticamos o acto sexual"

O Presunto

Depois de anos de estudo, The Galarzas sabem que andar com um presunto ao ombro no meio da rua é dos maiores sinais exteriores de riqueza que um pode ter.
A explicação será aqui mostrada em brochura totalmente feita à mão, em breve.

Interjeição

Comunica-me um leitor sem identificação que o título da minha posta anterior intitulada, "MERDA", lhe provocou uma certa insatisfação, horror, descrédito, mesmo uma grave falta de vontade de pernoitar cá em casa. Diz-me ainda que por isto se deu o facto sucedido de ter que fazer entrega da sua licença de condução na D.G.V. ponto.

Ora, porque não queremos indispôr contra nós a má vontade decidi, por modo impróprio, resolver reestruturar todo esse intróito no sentido de uma ligeira alteração estética, que por ser mais de acordo com os cânones do espírito dos The Galarzas, se torne mais dígerivel aos estômagos sensíveis de qualquer dos nossos muy amados leitores.

Portanto a partir de agora onde se lê "MERDA", deve passar a ler-se "OOOOH! Interjeição, ou artigo anteriormente conhecido por MERDA"

29.7.03

Requerimento

Excelentíssimos íssimas

No seguimento da última, venho por este meio.
Peço a vossa para, tendo em conta que.
No caso de, rogo que.
Sem outro de momento,
subscrevo-me com toda.

Verão Azul

Um sismo discreto pela madrugada... um sol abafador pela tarde... É em dias assim que alguns dos The Galarzas gostariam de poder esticar as pesadas pernas por sobre o braço do sofá mais junto à janela, aproximar o cinzeiro do ângulo mais preguiçoso do braço, puxar de um cigarro lento, optar por um Jameson curto (e sem gelo) e ouvir "La Parte de Adelante", de Andrés Calamaro, ou "Yin Yang", de Jarabe De Palo...

Pôrra.

Já 'tá!

Aos nossos quatro leitores*:

Após uma angustiante falha técnica no emissor de Monsanto (a que somos totalmente alheios), retomamos a nossa programação normal. Mais uma vez, pedimos desculpa, apesar de soarmos totalmente a alheira.

* é verdade, durante este interregno de cerca de quase mais de 2 dias ganhámos mais um leitor... sabe-se lá porquê, pôrra!

Interrompemos a emissão por motivos alheios

Aos nossos três leitores:

Uma falha técnica no emissor de Monsanto impediu a transmissão normal deste blogue durante as últimas horas. Pedimos desculpas, apesar de sermos totalmente alheios.

28.7.03

OOOOH! Interjeição ou o artigo anteriormente conhecido por Merda

Infelizmente retornado ao posto de emprego, venho por este meio informar a amável assistência que a competição da Associação Traquelógica Ibérica, sem o seu mais dilecto concorrente, Sete Solas, manteve-se ao rubro com o olímpico delfim da A.T.I. Pardal Maluco a conseguir mais uma soberba pontuação máxima de 25 diários.

Meteram um quiosque novo ao lado do outro lá em baixo na rotunda que me confundiu por alguns instantes.

Tenho sono. Quero voltar de para férias para poder trabalhar à vontade.

Depois de amanhã há coroação.

Nova posta a qualquer hora do dia ou não, já a seguir ao que vier antes.

27.7.03

Eu vim de longe

de muito longe. E agora já estou cá. Mas enquanto estive lá, fui testemunha, não só de Settimeli, mas também dum facto recorrente na nossa longa história: continuamos a dar novos Dumbos ao Mundo; ora vejam como a lusa frase "as bebidas expostas são para consumo da casa" tem sido adaptada por esse mundo fora:

No Big Bráder espanhol "as vidas expostas são para consumo. Em casa"
Num bordel nordestino "as meninas expostas são para consolo da carne"
No Iraque da era W "as tripas expostas são para. Com sumo de carne"
Nos States da mesma era "as medidas impostas são para controlo da casa"
Numa reserva queniana "as víboras às postas são para consumo da caça"
Em casa da Cátia "as bebidas expostas são para consumo da Cátia"

Blogo, eis isto

Minutos de Sabedoria

Após rápida sugestão e ainda mais fulminante e unânime decisão, os The Galarzas decidiram partilhar com os nossos excelsos leitores (sim, vocês os três) uma das obras fundamentais, não só da cultura e da filosofia ocidental, como também da nossa própria tertúlia. Alegrai-vos, ó discípulos de Galarza... eis que chega a integral dos "Minutos de Sabedoria".

Devido à excelência da obra de C. Torres Pastorinho, esta tertúlia irá publicar os "Minutos de Sabedoria" divididos em simpáticos e aleatórios capítulos (sugeridos na própria versão material da obra), para mais fácil digestão. A vossa atenção, por favor:

"51

Aprenda a respirar.

A respiração é a nossa princípal função biológica e através dela fornecemos ao organismo a vida e a saúde, trazidas a nós pela Energia Cósmica.

Tudo o que vive, respira: plantas, animais e criaturas humanas.

Se impedirmos a respiração, dá-se o fenômeno da morte.

A respiração é a fonte da vida.

Cada vez que aspiramos, introduzimos no organismo a Energia Cósmica, que é Fluido Divino.

Aprenda a respirar conscientemente e evitará numerosas doenças."

Pôrra.

26.7.03

The Galarzas ao Vivo

Realizou-se na noite passada mais um comício-convívio-concerto dos The Galarzas ao vivo, com muitos e requintados momentos de grande beleza.

A Cláudia assou umas febras que nos souberam muito bem, como diria o meu amigo Genro "Ó dona Cláudia, estas febras estavam uma maravilha. já não comia umas febras assim há algum tempo!". O Primo e eu fomos às compras e levámos umas cervejinhas, que este tempo de calor bem as pede, e umas batatinhas fritas caseiras de pacote, que serviram para acompanhar junto com os espinafres que Cláudia lá tinha mais um panito fatiado. O Quinto levou uma garrafa de espumante Alvarinho. Tinha muito bom aspecto, mas ontem foi noite de Cristal, de modo que esta oferta vai lá ficar guardada para outro concerto.

O Tilo chegou um bocadinho mais tarde.

Depois de repastados, tivemos um debate especialmente animado pela Cláudia, que entretanto parecia ter encontrado nalgum lugar uma alegria inesperada, o que nos encheu a todos de felicidade. Decidimos discutir a ordem de trabalhos, mas como estavámos todos de folga fizemos uma leitura crítica dos nossos trabalhos.

O Terceiro teve que sair mais cedo porque tinha passado o dia a levar porrada e ainda ia passar o fim-de-semana a levar mais.
Foi então que passámos para o salão onde degustámos a lírica dos compositores Andres Calamaro, António Severino (a sua canção-Taxista chauffer de praça foi para nós uma revelação), Pedro Guerra, Trio Odemira e Clemente (estes já são clássicos da nossa imagética geral).

E foi assim nesta comunhão espiritual que nos volvemos aos nossos lares, sabendo que há-de haver sempre um irmão numeral capaz de pôr um sorriso nas nossas bocas.

Tempo dos Mais Novos

Poema infantil de autor anónimo

Sou um morceguinho-vampiro
Que gosta de usar chapelinho
Pela janela me encolho
Porque estou muito gordinho!

Sou uma pobre mumiazinha
E sou bastante parvinha
Acabei de me desenrolar
Quase até à barriguinha!

Sou um vampiro de capa preta
E longos dentes afiados
A minha cama é um caixão
Mas com o meu ursinho na mão
Não tenho medo da escuridão!

Frankenstein me criou
Um monstro aos bocados sou
Tenho pernas para saltar
Sempre a direito vou!

Com a minha vassoura partida
Bruxa ciclista me tornei
Com o meu gato no cesto
Pelos céus voarei!

25.7.03

Poema de Alberto Péssimo e Regina Guimarães

Múmia

Distribuí a palavra
pelas partes do corpo.
Esperei as represálias.
Certas sibilas, disseram,
picam-me com os seus alfinetes.
Aves sem viço, plantas depenadas
e um casa que se ergue
para ser colhida ao romper das
noites que nos fazem frente,
uma casa onde mirram as salas
e as sílabas da cidade
se estampam nas paredes barbeadas.
O perito entra
pela porta que arrombou.
Coloca etiquetasnas peças
de vestuário, desenha cornos
nos retratos.
Ele impróprio colado a mim
entoa o cântico do crânio
intacto sob as carícias
e as correntes de ar mitigado.

Posta de Pescada

(Com o rabo na boca)

Não é política dos The Galarzas.
Prezamos a nossa, mais do que a vossa.
Por brincadeira digo bruxe, só para rimar com o senhor que vinha lá em baixo. Como deveis saber bruxes são aqueles cavalheiros honestos que adivinham muitas coisas e que o podem ajudar a resolver os seus problemas. Tão honestes (atenção à mudançazinha na palavra antes do parêntese), que mesmo podendo acertar nos números das Totolotarias nunca o fazem só por desportivismo. O outro amigo é aquele que às vezes parece acertar na língua inglesa. Coitada da moça.
Se o leitor não tiver problemas para resolver contacte-nos através do correio electrónico, a gente arranja-lhe qualquer coisa para entreter o seu psiquiatra e o seu gerente de conta.

Mentes que brilham

O mail dos The Galarzas foi recentemente estreado com a tirada que aqui partilhamos (denota-se, naturalmente, uma óbvia falta de gosto e um intenso cheiro a gasto, além de uma certa propensão para a língua estrangeira):

Galileu Galilei: Great mind
Albert Einstein: Genius mind
Isaac Newton: Extraordinary mind
Bill Gates: Brilliant mind
George W. Bush: Never mind

Pôrra.

ADENDAS:
1. Não é política dos The Galarzas postarem todas as postas que cheguem ao nosso mail, até porque prezamos a nossa inteligência (e a vossa, caro leitor), mas tendo em conta que foi com a brincadeira acima citada que o nosso mail púbico foi desvirginado, achámos por bem partilhar a nossa alegria.
2. Quanto ao Sr. Bush, concerteza já terão reparado que é influência tão nefasta quanto necessária à integridade deste blog. Pois não se admirem se voltarmos ao tópico humorístico "Sr. Bush" em futuras postas. Será, até, o mais esperado...

Livros póstumos

Títulos que estão no prelo, já escritos, à espera de oportunidade:

De Mário Soares: «Prefácio final: o epílogo»
De Manoel de Oliveira: «A força que era preciso para mexer a câmara»
De Simone de Oliveira: «Graças a deus que a espinha nunca me saiu da garganta»
De Tomás Taveira: «Memórias: no tempo em que eu erigia»
De António Guterres: «Carlos Queiroz tinha razão»
De Carlos Queiroz: «Nelo Vingada nunca foi meu amante. Nem tradutor»
De Pinto da Costa: «O meu irmão que se livre de me fazer uma autópsia»
De Rui Reininho: «A espinha que Simone nunca me deu»
De João Gil: «O Luís Represas bateu-me uma vez»
De Carmen Dolores : «Não me posso rir, que fico alegre»

Dois nomes a não esquecer

Maria
e
José

(o filho tem ligações poderosas)

A TV e a poesia erótica

Momento de poesia erótica televisiva:

"E,
Para amanhã,
Nos Açores,
Boas
abertas"

por Anthímio de Azevedo,
«Cancioneiro Geral da década de 80», Lisboa, 2003

24.7.03

Poema de Quarto Galarza

As Calças Sujas

Ficou com as calças sujas
de um espesso e grotesco molho branco,
com um pouco de cheiro a ranço
que só pôde limpar de luvas.

O Manel deu cambalhotas e girou,
fez piruetas, figuras de ginasta.
Quando o tio disse- Basta!-
enervou-se e as calças lhe vomitou.

REVOLTA

Chegou-nos à nossa atenção a grande falha de que este blógue/sáiter estava a ser alvo. Veio-nos à nossa atenção através de leitores seleccionados de que não haviam novas entradas cá na casa há mais de 24 horas. Pois cá estamos para colmatar esta falta que de tão grave devia dar direito a.
Que nunca nos falte a Blague para pôr a andar este Blog.

23.7.03

Mudemos de assunto, sim?

Para que não restem dúvidas nem questões sobre o porquê da expressão "musico-poético" associada ao conjunto The Galarzas, aqui revelamos as nossas duas maiores influências musicais, vindas do mais profundo do nosso imaginário sónico e autores de mais de várias unidades de melodias famosas aqui na nossa tertúlia:



Quem os conhece (e são muitos, muitos, muitos...) sabe do que falamos e pode assumir o que cantamos. Pôrra.

Júbilo e alegria

Depois de muitos e muitos anos a tentar convencer a comunidade médica e a sociedade portuguesa em geral dos benefícios que as bebidas alcoólicas em geral, do vinho e da cerveja em particular, sendo por isso ostracizado, excomungado da companhia dos próceres cidadãos da nação, desprezado por cientistas e leigos, escorraçado e humilhado por todos, vejo finalmente feita alguma justiça. Será que agora, que até os investigadores da King´s College conseguiram atingir algumas das conclusões que este vosso há muito havia reivindicado, chegarei por fim a obter em Portugal o reconhecimento que desde há muito venho reclamando? E um subsídio para manter e aprofundar mais ainda a minha emérita investigação? Ou vamos manter-nos na cauda da Europa e esperar que outros consigam tirar proveito de mais um recurso que no nosso país colhe das melhores condições naturais para se desenvolver?
Quero lançar daqui a minha caneca de SAGRES em jeito de júbilo e alegria, com caracóis ou uma sandes de paio, que também têm as suas propriedades medicinais e dizer do alto "Bem hajam!"

Uma mine pr'a artrose, fazsss'favor!

Notícia Lusa:

«O silício, mineral existente em abundância na cerveja, favorece o processo de mineralização dos ossos, fortalecendo-os, concluiu um estudo britânico, da Universidade King's College de Londres.

O estudo observou mais de 1.200 homens e 1.500 mulheres, com idade entre os 30 e os 87 anos, e verificou que a densidade óssea da anca e da coluna vertebral aumentava com a ingestão de ácido silício».

Décimo primeiro mandamento

Vaticano descobre mais uma tábua de Moisés e decide aumentar a lista de mandamentos, após ler os jornais lusos dos últimos dias. Ei-lo:

«Não escutarás pedófilo alheio»

Poema Saddam, para Bush

Saddam está vivo, já me disse um amigo,
quando o Blair começava a cair.
Está num quarto forrado a pele de curdo, doirado,
E vê o seu próprio funeral

Em Bagdad todos o sabem,
mas é gente muito discreta e não dizem nada
será melhor assim

Saddam está vivo, eternamente escondido,
Numa bunquerzinho lá na Síria,

Saddam está vivo, troca cartas comigo,
Quando os EUA começam a atacar

O George Bush também já sabe,
mas o W é muito discreto,
e não diz nada
será melhor assim

(adaptação livre de Calamaro)

Solidário

The Galarzas mandam daqui um abraço ao senhor da polícia que escutou as 1800 conversas entre Ferro Rodrigues e outras pessoas. Não invejamos a profissão e, mesmo que ele exceda as expectativas, leva apenas um «obrigadinha, pá» do Grande Timoneiro.

22.7.03

Sobre o Erotismo

O erotismo é bonito, mas se o quiser sempre branco deve lavá-lo com Lixívia. Se preferir pornografia carregue no botãozinho ali ao lado, também apreciamos, só que é coisa para limpar com Lascívia.

(não tem graça, mas às vezes apetece)

A verdade é que enquanto brincamos aos blogues:

80 por cento das mulheres do primeiro mundo estão preocupadas em perder peso, aumentar de peso, ganhar cabelo, pintar as unhas, olhar para o espelho, desligar a televisão, ligá-la, zappar, gritar, meter divórcio, tirar divórcio, casar com o amante ou deixar o amante casado

e

Três mil milhões de pessoas vivem na maior pobreza, e a verdade é que é para o bueiro onde vivem que o sr. dr. e o sr. engº. e a drª. e eu e tu deitamos tudo, sem mexer grande palha.

Bloga, filho, bloga, esses gajos que morram à fome enquanto a Europa enterra porcos de neutrões e vacas maradas e coelhos filosóficos e nitrofrangos assados e ovelhas dolly e os americanos, entretanto, deitam o resto para o chão.

Bloga, que já te apanharam no desemprego mas ainda recebes o subsídio. Quando te tocar a fome, e a falta de que viver, e quando não há papás a dar dinheiro e quando as empresas privadas tiverem na mão até o ar que respiras, agarras-te à Teresa Guilherme, ao Herman José, ao Zé Hermano Saraiva, à gaja que faz de puta na novela da tarde ou à outra que faz de puta na novela da noite. Que interessam esses três mil milhões? Essa merda não é na China, ou na Etiópia (ainda te lembras da Etiópia e quanto etíopes cabiam no elevador?), ou lá no Afeganistão?

Onde é que fica o Afeganistão?

O que é que aconteceu no Afeganistão que não me lembra nada? Foi o Campeonato do Mundo? Os Olímpicos? Andaram à trolha com alguém?

E ainda te lembras do nome do barbas que mandava nos taliban? Agora já não? Que gaita. Isto gira tão depressa.

Não é?

O que é que fizeste hoje?

Mandaste um tijolinho pra Timor?
Mandaste dinheiro à Cruz Vermelha - toma lá cem euros que depois deduzo no IRS, volta-me ao bolso.

O Lobo Antunes tinha razão. O António, claro. O outro queria operar o meu pai a uma hérnia que não tinha.
O António dizia bem: «Somos Felizes». O cão é que nos deve ter puxado.

Às vezes, penso que devia ter sido o cão do Manuel Alegre a escrever «Homem, como nós».

(desculpem lá, passei-me).

21.7.03

Frases imortais

Grandes frases que ganharam imortalidade:

"Tabaco só ao balcão"

"Os produtos expostos são para consumo da casa"

(autor anónimo)

Vacas acima do esperado

Importante relatório, agora divulgado pelo INE, que qualquer Galarza deve ver.
Eis o link

Língua estrangeira

Notícia Lusa e alguns comentários:

«O primeiro transplante de língua num ser humano foi realizado com sucesso no sábado, num hospital de Viena, em Áustria, foi hoje anunciado.

Um homem de 42 anos, não identificado, que sofria de um tumor maligno que lhe afectava a língua e o maxilar submeteu-se a 14 horas de operação no Hospital Geral de Viena.

O homem está em boas condições de saúde, acrescentou, garantindo que mais detalhes sobre a intervenção serão divulgados terça-feira.»

Ora bem, The Galarzas propõem:

1. A criação imediata de um banco de línguas;

2. Implantação da «Linguateca», muito útil para celibatários.

3. Quem tiver que mudar de emprego e de país, em vez da Cabridge School, faça de imediato um transplante para uma língua estrangeira;

4. Salvaguarda da culinária, impedido o transplante de línguas de vacas.

5. Melhoramento do ambiente político, social e cultural com os transplantes imediatos:

Fernando Grade para Durão Barroso
Graciano Saga para Manuela Ferreira Leite
Embaixador Ritto para Manuela Eanes (dada a experiência com crianças)
Ágata para Agustina Bessa Luís
Fátima Campos Ferreira para D. José Polícarpo
Eládio Clímaco para Jaime Pacheco
Serenela Andrade para o lixo

Subscrição

Sim, também eu quero desde já oferecer ao senhor magrinho de óculos que sabe dizer "yes!" os meus sinceros parabéns por mais esta fantástica promoção de Verão que a sua empresa está a apresentar.
Sim, também eu quero subscrever as novas frentes de incêndio antes que prescrevam, beneficiando assim dos vossos preços de promoção.
Já dizia a minha avó à beira da ribeira do Codes, "Mais vale um maranho circunscrito, que um incêndio prescrito!" e "A incêndio dado não se olha a prescrição!".

Peter Shiltons' handball Maradona

Poema do roqueiro argentino Andrés Calamaro sobre a lenda do futebol que acabou por encher o peito com quatro (ou mais) linhas brancas.

«Maradona

Maradona no es una persona cualquiera
es un hombre pegado a una pelota de cuero
tiéne el don celestial
de tratar muy bién al balón
es un gerrero

es un ángel y se le ven las alas herídas
es la biblia junto al calefón
tiene un guante blanco calzado en el pié
del lado del corazón

no me importa en que lío se meta
Maradona es mi amigo
y es una gran persona (el diez)
en el alma guardo la camiseta de boca
que me regaló alguna vez

Diego Armando
estamos esperando que vuelvas
siempre te vamos a querer
por las alegrías que le das al pueblo
y por tu arte también.»

Pirataria da música disponível num kazaa perto de si ou compra via net para o álbum «Honestidad Brutal», do artista supra-citado.

Cuidado com os Bombeiros de Marvão

Como dissemos há dias, os Bombeiros de Marvão são um perigo. Segundo o jornal «Notícias de Castelo de Vide», ajudaram a que se mantivesse acesso um fogo numa casa do castelo daquela vila.

Agora, a Agência Lusa, que manda nas notícias em Portugal e é mandada por aquele senhor de óculos, magrinho, que está sempre de acordo com o Bush Jr., deitou cá para fora a seguinte informação:

«Novas frentes de fogo (Sertã) surgem em incêndio por subscrever».

The Galarzas lançam desde já o apelo aos seus leitores que subscrevam este fogo, antes que cheguem os Bombeiros de Marvão.

20.7.03

Poema de Fernando Grade

Nocturno

Noite de espanto de fogo no dente
uma inglesa à solta torcida de uísque
voltada para a frente.

Noite de sangue os sonhos no chão
a perna cansada sai do lençol
como que cospe na escuridão

Noite de fome os olhos em clava
de barriga aberta sobre a mesa
e nenhum pão para dar à escrava


800 Anos de Poesia Portuguesa (1973)

Convite para a discoteca Garamond de Sá Lá Man Ca

"Wednesdays @ Garamond
Prepare for revive your teen age again.
Back to school to dance and enjoy with the music that you loved then (70 & 80´s).
If you comes dresed like a school boy (tie, shorts, etc) you´ll get one free drink (before 1:00 at Bar and 3:30 at Disco)

Noites de Sal e Manca

Visite a bela cidade de Salamanca e aproveite a sua fantástica vida nocturna. Na zona da calle Prior os bares discotecas, onde poderá tomar uma mistela alcoólica à sua escolha e dançar ao ritmo de música "pop rock de ahora", i.e. , música acabada de fazer há cinco minutos por um técnico de reparação de frio e um computador às cores, muito folclórico. Deixe-se convidar pelas meninas que estão pelas ruas, para uma dúzia de festas privadas a decorrer a Oeste da Plaza Maior.
Não perca a Sala Cool com as suas bolinhas cor-de-laranja (na montra ao lado pode comparar preços de roupas para o seu infante), a discoteca Camelot, La Hacienda, a Amadeus, a Garamond onde toda a gente tem mais de doze e menos de setenta anos de idade, o Torero onde a delegação dos Galarzas confundiu os sanitários das senhoras com os masculinos e de onde tentou sair sem pagar o whiskey irlandês de tripa destilação. Não é engano esse líquido só poderá ser destilado na tripa já que não o foi no alambique.
Ou mude de direcção para a zona de San Justo, onde assim que se chega podemos ouvir o pregão do típico dealer de drogas da cidade, oferecendo para venda "cocaína buena, hash, caballo" entre outros produtos da moderna farmacopeia alternativa.
Alternativa é a música que se ouve nos bares desta zona. Aqui não somos convidados a entrar, mas ainda assim o apelo é grande nos nossos corações. Quem manda é o Punk e subsidiários, o estabelecimento é dos mais porcos que já se viram em qualquer parte, tem matraquilhos, bandeiras galegas, anarquistas, bascas, comunistas e os tipos mais aparentemente saudáveis de toda a urbe.
Não perca tempo a escolher entre para ver e sorrir.

19.7.03

Propaganda

E o Galarzão para a melhor letra de música pop-rock nacional dos últimos 25 anos vai para a canção "Propaganda", dos desaparecidos Street Kids (editada por volta de 1980/81):

"Ontem fui ao supermercado
Ontem fui ao superpovoado
Fiz compras aos preços actuais
Notei subidas nas tabelas...
...gerais

Propaganda
Propaganda
Propaganda"

Pôrra

18.7.03

Fwd: Dúvida linguísta

Ou ainda... "bom, sai-te"?
Pôrra mesmo!

Re: Dúvida linguística

Vai-te bonsar.
Enfim.

Dúvida linguística

Bom site ou bonsai-te?
Pôrra.

A propósito de silly season

Porque é que a silly season se chama silly season? Será por ser a estação tonta ou por ser a época em que os tontos reinam? Pense-se nisso. Debata-se isso. Mas não se aleije.

O meu nome é Jardel, Jordana Jardel

Em terras lusas, a silly season já faz as suas vítimas e os seus heróis... A mais recente (vítima? heroína?) é Jardel, a proto-modelo Jordana Jardel - mais conhecida por ser a irmã do Jardel do que por ser modelo. No dito mais lido dos pasquins nacionais (o afamado "Correio da Manha"), Jordana responde a um breve e eloquente questionário, que revela mais do que esconde... Ora pois:

"Uma companhia? O biquini.
(...)
Um livro? "Os Meus Segredos", de Jardel. Foi o único que li até hoje.
Um escritor? Paulo Coelho.
(...)
Um jornalista? Herman José.
(...)
Um conselho? Beber bastante água, cuidado com o Sol e curtir o Verão enquanto existe."

Acrescente-se esta imprescindível e explicativa citação, do redactor desta brilhante prosa:

"Mas também queria ser jornalista. Os estudos têm sido a sua maior dor de cabeça."

Pois... Como diria a grande filósofa que é a língua inglesa, need we say more?

Pôrra

17.7.03

O endereço de mail MAIS importante

Finalmente! É com a maior de todas as alegrias e a mais grande de todas as felicidades que os The Galarzas (todos os The Galarzas) rejubilam ao anunciar ao mundo (ou ao universo dos nossos leitores - todos os três...) que... já temos mail! Sim, já temos mail! Pois, já temos mail. Certo, já temos mail...

Perguntam vocês (todos os três): e qual é ele? e como é ele? e como se chama? e quem é o pai? Que chatos, pôrra!

Enfim, a partir de hoje, de agora, de já, estamos sempre em thegalarzas@mail.pt.

Ah, pois!

Ass: Terceiro e Quinto Galarzas

Alguns endereços de mail importantes

Barroso, Zé Manel: grande.timoneiro@gab.crise.gov.pt
Deus: deus@ceu.co.pt
Le Pen: gerencia@bic.fr
Lopes, PS: clientes@kapital.pt
Louçã, Chico: joana.a.dias@be.pt
Papa: nestum@nestle.co.uk
Portas, Paulo: e.travessas@pp.pd.pt
Satanás: belzebu.e.baril@ceu.com.br
Zé, Hermano: hj.alemao@epl.pt

Experiência: 1, 2. 1, 2. Experiência. Som! Som!

Terceiro Galarza continua sem máquina. Pede-se a quem a encontrar o favor de a devolver para:
Terceiro Galarza, www.ruacidadedeangola.numero119.2andar.1200lisboa.com.
A senhora lá de baixo agradece... (não lhe vês o sorriso? bek-bek)

NOTA
O seguinte endereço web não funciona:
endereço web



Pós-escrito: o linque na imagem também não funciona... Enfim, pôrra!

Última Hora: Homem Bejeca ataca com Kodak

fora da série de aventuras

O Homem Bejeca, também Quarto Galarza, terá comprado na manhã desta quinta feira uma máquina descartável para tirar fotos a alguns monumentos que passeiam suas mini-saias na cidade de Sala Manca. Porém, dado ao estado algo putrefacto da sua visão, é bem possível que naquele rolo se encontre material pedófilo.

O Quarto, de tão preocupado, decidiu-se por uma siesta.

Aventuras do Homem Bejeca (Cap. II)

(continuação do capitulo anterior, a ler neste blog)

La música de ahora

Se o estado do Homem Bejeca nao era moralizante, dado o ensopado de cerveja onde se havia afundado, a noite salamanqueña só piorou o estado de espirito deste herói. Acompanhado por este Galarza que vos recita e mais duas almas lusas, o Homem Bejeca aceitou o roteiro proposto. Na verdade, nao havia roteiro, e a noite parecia tornar-se um pesadelo. Bateu a meia noite e o unico bar passível de ser visitado tinha uns móveis gamados de uma velha igreja em Sintra (disse, com emoção, um ferveroso adepto do Celta, que tentava angariar clientes para a sua baiuca). Pois fomos.

A púbis molhada deve dar aos mamíferos essa tentação natural de se livrarem do húmido. E eis que o Homem Bejeca (HB) se levanta da mesa, abandona o seu Jameson liso, e se dirige aos aseos.

Assim pensava. Pois que a meio caminho, depois de ter cruzado o bar onde um rapaz de doze anos tentava imobilizar uma garina de igual velhice com a língua e seis homens dançavam rap manhoso, o HB encontra umas escadas. Acostumado a que a WC se encontre nos pisos de baixo, quando outra porta nao se vê, investe. E já preparado para esvaziar delicado trabalho de rim, eis que se depara com o depósito de coca-cola e outras bebidas espirituosas.

Atrás dele, uma garina que há pouco mostrava meio mamilo no bar grita-lhe: "Que quieres? Los aseos no son aí!". Vergonha brutal.

Homem Bejeca nao perde a calma e insiste. Momentos depois está no sítio certo, mas uma dúvida ambígua assalta-lhe o pensamento: se há duas casas de banho, para os dois sexos convencionais, qual será aquela em que deverá entrar? Aquela que apresenta na porta uma mulher montada num cavalo ou aquela que mostra uma mulher de bigode?

Decide-se pela segunda. Erradamente.

A noite nao estava fácil. Mas o pior, caros leitores, o pior ainda estava para vir...

Nós também somos amigos da siesta

É com um daqueles orgulhos acima da média que os The Galarzas dão o seu mais-que-forte abraço, seguido de uma complementar valente-palmada nas costas ao espaço que faltava na já cansada cultura nacional: a Federação Portuguesa da Siesta. Já têm site oficial e tudo - eles não dormem em serviço, ó vilipendiadores do honesto labor alheio! Por acaso, ainda não está a funcionar, mas deve ser por eles estarem a pôr em prática as regras da dita Federação...

Pós-escrito: Por acaso, não será a "Mocinha", da Orxestra Pitagórica, o hino oficial da FPS? Ora estude-se afincadamente esta estrofe:

"Eu estou com sono, vamos chonar
Tu vens comigo, p'ra me ajudar"

Fica a hipótese e a sugestão, pôrra!

Adeus Célia

Foi-se Célia Cruz, a velha bailante. The Galarzas lamentam mais um epitáfio. Mas saudam da Ibéria a mulher que trouxe muito antes da moda a música latino-americana à Europa. Para os desconhecedores, ainda há por ai muito disco da senhora. Basta procurar nas secçoes latinas das boas lojas, normalmente com capas foleiras, tipo Carmen Miranda.

A música, essa, do melhor.

A Célia um hasta luego.

16.7.03

Aventuras do Homem Bejeca (Cap. I)

Estamos profundamente indignados com mais um lamentável equívoco, uma verdadeira tragédia ocorrida na noite Helmantica. Após graves esforços para conseguir eceder a uma cerveza, eis que senao quando o nosso herói, o dito Quarto, se tornou no homem bejeca, com um homérico banho da dita, que o encharcou da púbis aos pés.

Com fraca reacçao, todos riram - ele nao. De encharcado a ostracizado, pouco bastou. No banheiro se lavou.

Saiu à rua.

Sala Manca drapejava de minifalda. Homem Bejeca consultou sua braguilha - um pouco húmida, certo está, mas de grave, pelo cheiro, nada se nota, nada se dá.

A saída do repasto, para provar sua altivez, ignora a brasileira, que com ele quer marcar vez. Um convite, ora ali estava, para uma festa privada. Mais tarde - pouco mais, porque homem bejeca é de neurónio vialonguense, preparado para a transmissao de seratonina - olha para o convite. Festa privada.

Privada de quê?, pergunta o nosso herói. A resposta, amigos meus, contá-la até me doi.

Mas esperai. Que amanha mais sabereis. Pois estamos longe do fim das aventuras, como os Reis Magos de Belém.

Um estimado abraço dos amigos

Primero e Quarto. Galarzas.

Poema da Sala Manca (ao vivo)

Pequeno poema, escrito a quatro maos - desculpem, mas os espanhóis tem os acentos todos trocados e no sitio do til está um daqueles enes com ele.

Poema

Dá-me o torci colo
De olhar para as gajas todas
José Cid e o seu duplo
para ouvir por ocasiao das bodas

N´esta cidade de catedrais
os monumentos passam nas ruas
Saltam, pulam, pincham em pares
Pena nao estarem nuas

fugiram de casa de seus pais
In'deram sardinhas vivas
francesinhas e alemoas
No fundo, gajas boas.

(Desculpai o acesso de hormonas, mas um homem nao e de ferro, senao enferrujava).

Desta cidade, com cariño (viram o n?)

Primero e Quarto Galarzas.

15.7.03

Haiku pimba

O vento soprou,
o comboio apitou.
Ela não voltou.

Anúncio

Se pretende passar uma noite divertida, com música e bar no Norte do Alentejo, não deixe de visitar a discoteca XL. Situada do outro lado da estação dos comboios, tem tudo para lhe oferecer: porteiro de chinelo e calção com toda a simpatia;gado bovino para cobertura não paga;televisores sintonizados nos seus canais favoritos;leve os seus filhos.Se ouvir de outras bocas que se trata de uma maison de putas não passa na verdade de uma casa de pitas.

Sal a Manca

Em breve, ao vivo da linda cidade espanhuela, diremos o que nos vier à alma.
Aos Quinto e Terceiro Galarzas um saravá por estarem retidos no Ulíssipo.
Aos leitores, um aviso importante: a leitura não é um derivado do leite.

The Galarzas en silencio

En el dia de la muerte de otro segundo, de su nombre Compay, dejamos un segundo de silencio. Pero, que saibas, tio, nunca nadie nos callará.

Pequena lembrança:

«Esta Parede Pertence a António Franco Sarnadas» (graffiti do século passado, ainda em exposição numa aldeia portuguesa)

13.7.03

A poesia do prazer

Dois poemas de Carlos Drummond de Andrade, para afagar a noite e animar o dia:

A BUNDA, QUE ENGRAÇADA

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda,
redunda.


SUGAR E SER SUGADO PELO AMOR

Sugar e ser sugado pelo amor
no mesmo instante boca milvalente
o corpo dois em um o gozo pleno
que não pertence a mim nem te pertence
um gozo de fusão difusa transfusão
o lamber o chupar e ser chupado
no mesmo espasmo
é tudo boca boca boca boca
sessenta e nove vezes boquilíngua

12.7.03

Aos Segundos

O blog do grupo musico-poético The Galarzas, nome tributo ao já desaparecido Segundo, deseja reservar-se o direito. Gostaríamos de esclarecer cabalmente as nossas dúvidas. Gostaríamos de dizer.

De momento, gostaríamos de enviar daqui até onde as nossas melódicas vozes conseguirem chegar, uma palavra pela qual fosse possível compreender todo o nosso apreço por um outro Segundo que se encontra enfermo, desejando-lhe as melhoras possíveis. Aberta a discussão e o concurso público, iniciado o estudo de impacto ambiental, vários projectos foram seleccionados e todos os intervenientes queremos saudar com infusão de ervas e àgua a ferver. Obrigados estamos pela vossa colaboração.

Ermo. É esta a palavra que depois de submetida a sufrágio Universal cá da redacção, nos sai pungentemente dos corações e que queremos enviar a Compay. Nós gostamos de ti tal como amamos todos os nossos irmãos numerais ordinais. E é assim itinerantes entre os Segundos e as Horas que vamos compondo a nossa persistência.

Excerto de poema de Graciano Saga
"Não esqueças emigrante
Mais vale um segundo na vida
do que a vida num segundo"

Posted através de Mail.pt na biblioteca municipal de Nisa por culpa de um incêndio produzido com a colaboração dos Bombeiros Municipais de Marvão.

Quarto Galarza

Nota da Redacção:
Apesar de apenas incluído agora (ver hora abaixo) por mim (ver assinatura abaixo) há que repôr a verdade: este edital foi construído por voltas das 18 horas do dia de ontem (o dia anterior ao que aparece acima) pelo acima assinado Quarto Galarza e também (ao que julgo saber, se é que sei o que quer que julgue saber) por Primo Galarza. A ambos - e fazendo das suas as minhas palavras-, um solene bem haja e uma nota de profundo apreço.

11.7.03

Já cá faltava

Outro poema do Fernando Grade:

EXCLAMATIVO ÀS PORTAS DA CIDADE

Não há tusa
Para tanta musa!

(Pôrra)

10.7.03

Nota (adenda a "Preocupações")

Há que fazer notar que o "amigo ricardo" a que os anteriores posts se referem não sou eu. Não que eu não seja amigo dos meus amigos, mas apenas para haver uma distinção - bem, não que o "amigo ricardo" a que o Galarza Rui! (atenção que há dois Galarzas Ruis - o Rui! e o Rui) não seja distinto, mas apenas para que seja dado o seu a seu dono. A partir deste momento fica pois unanimemente aceite que o "amigo ricardo" passará a ser tratado sempre por "amigo ricardo", para que não haja malentendidos.

Entendido? Pôrra.

Preocupações II

Estou há vários tempos a tentar bloggar e o blogger não deixa...

Porquês? Terei também eu que me socorrer do "amigo ricardo"? Terei que falar com a BIOS ou rezar a Deus?

Pôrra

Preocupações

Estou severamente preocupado (ao contrario de apenas ligeiramente preocupado; uma coisa severa implica um faduncho.): durante a madrugada de hoje e grande parte da manhã estive sem computador.

Agora parece que já tenho outra vez, pois de onde vos escrevo é o meu sítio habitual.

Isto conta-se em poucas palavras: estava a jogar CM4, a tentar comprar ao Leiria o defesa João Paulo e ao Sporting o ponta Quaresma (que na vida real vai para Barcelona fazer companhia à Montserrat), quando o computador simplesmente bloqueia. Assim, sem mais nem ontem, bloqueia.

Depois de muitos impropérios (bolas, que chatisse, ena pá, ó raios, virgem santissima, com a breca, chiça penico e outros), farto-me e vou deitar-me.

Acordo hoje, e tudo na mesma.

Às 16:30 ligo para o Ricardo, entendido nestas coisas: "Vai à BIOS", diz-me ele em estrangeiro, "Sei lá o que é a BIOS", respondo eu, pensando que me estivesse a mandar ao Mercado do Bulhão. Mas não!, pois assim que vi a marca da BIOS (uma BIOS é uma coisa que está no computador - eu percebo disto), o computador liga-se e eis-me aqui a escrever para vocês!

Por artes mágicas, digo eu!

O meu amigo Ricardo realmente percebe de computadores. :D

Enfim.

9.7.03

Que grande pôrra!

Pôrra! Pôrra! E outra vez pôrra!

Então não é que este blog hediondo e supostamente discreto, secreto e marreco (pôrra, não rima!) está cotado no "top 10" do "PTbLOGGERS"?

Então não é que 2 dos nossos 4 visitantes decidiram dar uma palavrinha a nosso favor e votaram em massa (os 2) em nós, atribuindo-nos uma cotação de 4 estrelas em 5?

Mas que grande pôrra! E agora?

Poema Púbico em SMS

Bate leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será whisky, aguardente?
Vodka não é certamente
e a ganza não bate assim...
Fui ver:
era o Blog dos The Galarzas.

pôrra!

8.7.03

Poema de Abade de Jazente

Soneto

Piolhos cria o cabelo mais dourado;
branca remela o olho mais vistoso;
pelo nariz do rosto mais formoso
o monco se divisa pendurado:

Pela boca do rosto mais corado
hálito sai, às vezes bem ascoroso;
a mais nevada mão sempre é forçoso
que de sua dona o cu tenha tocado.

Ao pé dele a melhor natura mora,
que deitando no mês podre gordura,
fétido mijo lança a qualquer hora:

Caga o mais alvo merda pura:
pois se é isto o que tanto se namora,
em ti mijo, em ti cago, oh formosura!

(Paulino António Cabral de Vasconcelos abade da igreja de Santa Maria de Jazente 1720-1789)

Do dec. lei 34/96 de 17 de Junho

Este blog contém livro de reclamações. Não tem. Contém.

Fátima

The Galarzas anunciam em tom oficial, e até desmentido em contrário o que será mentira, que desejam candidatar-se à nova autarquia de Fátima.

Como única promessa, esta: levaremos David Beckham. (Parece-nos bastante segura).

Porém, dúvidas assaltam nossas moles mentes.

- Primeira dúvida (o nome da autaquia)

Sendo já santa a assombrosa, é tal lugar conhecido por Fátima, mas manda a razão que se trate o lugar com o respeito merecido, i.e., Nossa Senhora de Fátima. Ora, é comum juntar-se aos nomes das terras os nomes dos padroeiros. No caso presente, a indecisão é agúda. Senão veja-se: existe uma Nossa Senhora da Penha de França. Ou a freguesia de Santo Estevão. E Fátima, como deverá ficar, dado o tu-cá-tu-lá que o povo criou com o nome da terra? Deverá ser:

Fregesia de Fátima de Nossa Senhora de Fátima?
Fregesia de Fátima de Nossa Senhora?
Nossa Senhora de Fátima de Fátima?
Freguesia de Nossa Senhora (pois só há uma)?
Nossa Senhora da Freguesia? (não me parece correcto, dado as outras padroeiras perderem assim o papel principal que ocupam)

Mudar o nome ao Santo (ou Santa) é deveras aterrador. Num pedaço de papel, encontrei exemplos que vos deixo, muito piores que os do Aleixo:

Perdendo os Santos o cognome dado pelos Papas, eis o que vinha ao mundo

De Santo António de Lisboa, cai o santo, fica Tó da Madragoa (fadista, proxeneta)
De Santo Agostinho, cai o santo fica, Agostinho (raio do cão que se lhe meteu à frente)
De São João do Porto, cai o santo, fica Pinto da Costa (é o mistério da fé, não há volta a dar)
De São Martinho do Porto, cai o santo, fica TóZé Martinho, do Porto, (escritor de cordel, com direito a que o cordel seja filmado)
De Santo Antão, cai o santo, resta Antão, não te despachas, o teu pai já chegou?
De São Jorge, cai o santo, resta o cavalo e o dragão, que se Jorge cair não tem hipóteses contra a besta
De Santa Rita, cai a santa, fica a Rita, 18 anos, filha do senhor Fonseca da mercearia
De Madre Teresa de Calcutá, cai a Madre, e decerto que a Teresa de Calcutá nunca havia de ter estudado em Inglaterra e morrerra de escorbuto, muito nova.

Por isso, eis-nos prontos.

Al Vent!

7.7.03

Poema de - Anónimo

do século XVIII.

ELE CAGANDO,
EU COMENDO

Dando peidos um sujeito,
para mim estava olhando
dizendo de quando em quando:
- Que me faça bom proveito!
Eu disto não satisfeito,
pus-me a comer, e dizendo:
- Se você caga, eu merendo.
E disto fazendo alarde
assim passamos a tarde,
Ele cagando, eu comendo.

(Manuscrito da biblioteca de Cardoso Marta)

6.7.03

Exelentíssimos senhores:

Venho por meio desta manifestar o meu interesse em aderir à nova Igreja por vossas senhorias em tão boa hora fundada. Antes de mais quero congratular-vos. De facto já fazia falta ao nosso povo e aos povos em geral uma forma tão bela e verdadeira de poder manifestar a sua faceta espiritual. Sim porque também somos alma. Uma alma que se junta a este corpo perene e efémero que se arrasta pelo mundo fenoménico numa busca incessante pela verdade e por um modo de religação ao acto criador primordial e ao actor dessa criação.
É bonito que ainda hajam pessoas como vós que se preocupam com o bem estar dos outros.
Sim. Estou de facto interessado em aderir às Testemunhas de Settimelli. Queria no entanto esclarecer convosco algumas questões que se me afiguram de maoir relevância:
1ª- Gostaria de saber qual irá ser a nossa forma de actuação, se nos ficaremos confinados a um espaço ritual (vulgo igreja), ou se pelo contrário faremos a nossa diáspora de porta-em-porta, ou mesmo se iremos adoptar a táctica do assalto na rua.
2ª- Qual será a minha posição no seio da hierarquia da nossa casa. Serei remunerado para prestar serviços às testemunhas e Settinelli mantendo assim o empregozito? Ou farei parte do quadro de funcionários?
3ª- E as contribuições para as obras da nossa igreja, serão totalmente dedutiveis em IRS?

Sem outras de momento, me despeço com todo fervor:
Quarto Galarza

3.7.03

Você quer ser Testemunha de Settimelli?

Hoje comecei o dia mais cedo do que se fosse trabalhar, e saí de casa também mais cedo, tudo porque me preparava para ser Testemunha de Settimelli.

É verdade.

Também eu senti essa atração pelo divino, e perguntava a mim próprio quantas pessoas estariam hoje lá na reunião de Settimelli.

Vai-se a ver, éramos uns quantos, e haviam faltado ainda outros e tal, mas practicamente toda a gente que conheço lá estava para a sua iniciação; estávamos todos preparados para ser Testemunhas de Settimelli, seguindo a nossa chamada.

Mas tal não haveria de ser.

Um poder exterior anulou a nossa reunião, nenhum foi Testemunha de Settimelli, e lá demos as mãos, beijámos e abraçámos, numa manif clara de apreço uns pelos outros, se não pelo Setti.

Enfim.

(a partir de hoje terminarei todas as minhas exposições com 'Enfim').

Fui.

Poema de FERNANDO GRADE

BARDAMERDA PRÓ EUGÉNE IONESCO

"A recuar até os cavalos são deselegantes"
(Ferreira de Castro)

Eugéne Ionesco puta do Inferno
que o teu coração fique coberto de vermes
bolo de arroz
saloio de França
Que os jovens em fogo
cuspam no teu rosto vendido

Ionesco alma atada
a suspensórios de esterco
traidor de todos os pedreiros do mundo
Ionesco sacristia sacripanta
vendedor de mamas de plástico

Abaixo Eugéne Ionesco
porco ranhoso
sanguessuga-mor
pantomineiro das filosofias
que acham bucólicos os bairros de lata
Fogo sobre Ionesco
putéfia com olhos de nenúfar


(Viajando de comboio do Estoril para Lisboa - Abril 1976)

2.7.03

...na continuação do post anterior (salvo seja)

... acrescento uma frasezinha minha:

"Um inglês a comer um bife é paneleiro." - Terceiro Galarza

Poema de José Vilhena

ERROS MEUS

Erros meus, reumatismo e aguardente
Em minha perdição se conjuraram.
Os erros e as loucuras sobejaram,
Que o bagaço bastava tão somente.

Tudo tentei;a sede impenitente
E os copos a vontade me dobraram;
Sem fé nem alegria me deixaram
E acabei por tornar-me um dependente.

Bêbado errei ao longo dos meus anos
Sem que do vício atroz me libertasse
Acumulando dìvidas em enganos.

Tiram-me um olho, sofro de uma artose.
Como se tal miséria não bastasse
Vai acabar comigo uma cirrose.

(José Vilhena é um dos grandes artistas de Portugal. Jornalista, romancista, pintor, ilustrador, publicista e editor de tudo quanto escreveu e escreve, habituado a visitas pidescas e outras, resiste ainda e sempre ao invasor todas as primeiras Quintas-Feiras de cada mês, nas bancas de jornais e revistas com a sua "Gaiola Aberta".)

diTo eFeiTo...

"Um gajo a comer uma febra é um gajo em estado febril." - Primeiro Galarza
" Um gajo a comer choco frito é um gajo em estado de choque." - Quarto Galarza

Como bloggar

Certos membros deste blog têm-me pedido insistentemente e pra mal dos meus pecados que lhes ensinasse a blogar.

Pois que é muito simples:

Na home do BLOG, sita em www.blogger.com, façam o log-in; no lado direito da página está o espaço para o username e a password.

Após correcta ligação, irão dar a uma página com dois espaços distintos: espaço para escrever, e espaço já com as mensagens colocadas.

Após escrever, no canto superior direito está o botão "Post & Publish", que finaliza a operação.

Acho eu.

Nunca fiz isto.

Enfim.

Saiu o novo Toyota MR2, que em francês se lê "emmerdeux", qualquer coisa como "é merdoso".

Elasse.