12.9.03

Destitulado. Sem Sentido.

Só se vê é morte por toda a parte. Os incêndios continuam. Devagarinho, devagarinho e não tarda não há-de sobrar nada.
E continuamos a brincar. A fingir que não é nada. Ou se calhar não é mesmo e só no meu cansaço é que é. Se calhar amanhã vai ser um dia igual aos outros e a morte estará quase a morrer para se reinventar numa coisa mais bela, menos angustiante.
E os meus sentidos serão feitos. E eu não terei a sensação permanente de que estou e continuarei a ser escarnecido por gente que nunca me viu. E que é uma bebedeira julgar que estou sóbrio, neste calor desusado...